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Saída de Andrés Sanchez do Corinthians ressuscita o Clube dos 13

Clubes decidiram não extinguir entidade que os representa, mas negociação por direitos de TV continuará individual

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

Gazeta Press
Presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, se reuniu com filiados da entidade nesta terça-feira
A saída antecipada de Andrés Sanches da presidência do Corinthians para assumir cargo de diretor de seleções na CBF (Confederação Brasileira de Futebol) fez com que o Clube dos 13 ressuscitasse. A diretoria da entidade, que representa 19 clubes brasileiros (o Corinthians pediu desligamento em fevereiro de 2011), realizou assembléia nesta terça-feira, em São Paulo, e decidiu pela não extinção e pela reformulação do estatuto.

Saiba mais: C13 caminhava para o fim

Sanchez liberou o futuro presidente corintiano, Roberto de Andrade, de decidir o futuro do clube no C13 e este aceitou fazer parte, como convidado, da comissão que vai alterar o estatuto. Grêmio, Flamengo, Portuguesa e Sport completam o quinteto que encomendará a nova “carta”. Andrés, que pede licença do seu clube dia 15 de dezembro, dois meses antes da eleição, comandava dissidentes que pretendiam criar uma Liga de Clubes – ele era o principal candidato para presidir essa entidade. Com o cargo na CBF, segundo apurou o iG, a ideia de Liga ou qualquer outro grupo parecido com o C13 está descartada.

Entenda: A disputa pelo direito de transmissão de TV

“A data de hoje marca a refundação de uma instituição de longa história de serviços prestados ao futebol brasileiro”, disse o presidente do C13, Fábio Koff. Ele tem mandato até 2013, mas prometeu deixar o cargo assim que a dívida dos clubes com a entidade seja paga – houve adiantamento de cotas de TV, por meio de bancos e com Koff como fiador, que acabaram não entrando no caixa do C13 porque houve negociação direta com a TV Globo. O presidente prometeu convocar eleições assim que as dívidas forem pagas, o que deve ser entre março e abril de 2012.

Koff e Sanchez romperam no início de 2011 por causa de divergência na forma de negociar o contrato de TV com as emissoras de TV, principal função do Clube dos 13 até aquele momento. Por causa de uma determinação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o C13 abriu concorrência para os direitos a partir de 2013, em diferentes mídias (TV aberta, fechada, pay-per-view, internet e celular) - a Rede TV chegou a ser anunciada como vencedora. O Corinthians foi contra e preferiu negociar separadamente, o que foi seguido por outros clubes.

Como será a partir de agora

Gazeta Press
Andrés Sanchez e Juvenal Juvêncio foram pivôs da crise que quase acabou com o C13
Apesar de topar não acabarem com a entidade, clubes como Corinthians e Flamengo (que conseguiram os melhores acordos com a TV Globo, de mais de R$ 100 milhões/ano) não vão abrir mão de negociar separadamente com as emissoras - isso depois de 2015 apenas, já que os novos contratos são longos. Ficou decidido que o C13 não mais fará a transação dos direitos de TV, mas pode ajudar juridicamente clubes que ainda não têm acordo, como o Sport e a Portuguesa, que retornaram para a Série A e precisarão de uma conversa separada com a Globo para ter seus jogos em 2012 transmitidos.

O bloco que continuará formado como C13 pode ser também o embrião de uma Liga de Clubes a ser criada no futuro, relatou ao iG diretor que participou da reunião. A CBF imagina que daqui a alguns anos cuidará apenas da seleção brasileira, deixando a organização do Brasileiro para os clubes, que tomariam o C13 como base para criação de uma nova entidade que gerisse a competição, como já ocorre em países da Europa.

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