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Rotina do Tolima em Ibagué escancara diferenças com o Corinthians

Sem assédio e hospedados no barulhento centro da cidade, colombianos vivem "lado B" do futebol

Bruno Winckler, enviado iG a Ibagué |

Bruno Winckler
Ônibus que transporta o Tolima por Ibagué
Mais do que um confronto que vale vaga na fase de grupos da Libertadores, o duelo entre Tolima e Corinthians, adversários nesta quarta-feira a partir das 22 horas (de Brasília), evidencia as diferenças que separam o futebol de primeira divisão do Brasil ao de outros países sul-americanos.

Transporte, hospedagem e assédio aos jogadores de cada um dos clubes dão o tom a este antagonismo.

Um exemplo desta discrepância está no transporte oferecido aos jogadores do clube colombiano em Ibagué. A delegação vai para os treinos e os jogos na cidade em um ônibus fabricado na década de 50. Ele também é usado para viagens curtas para partidas do campeonato nacional,como em Bogotá, distante 180km de Ibagué. Já o Corinthians, que chegou a cidade na segunda-feira, alugou um ônibus novo nos padrões aos que usa no Brasil quando joga fora de São Paulo.

Os hotéis em que as duas delegações estão hospedadas em Ibagué para a partida desta quarta-feira também escancaram a diferença entre os clubes. O hotel do Tolima fica incrustado no centro comercial de Ibagué, em uma rua movimentada e bastante barulhenta por conta do movimento dos carros e das buzinas. A diária básica neste hotel sai por R$ 174. Longe de serem estrelas, os jogadores do Tolima entram e saem do hotel e caminham pelas ruas do bairro com pouco assédio por parte dos moradores da cidade.

Bruno Winckler
Fachada do Hotel Dann Combeima, onde se concentra o time do Tolima
Já o hotel corintiano, o melhor de Ibagué, é mais isolado. Conta com um grande jardim a sua frente e tem sua entrada restrita a hóspedes e visitantes convidados. A diária da hospedaria de luxo não sai por menos de R$ 550. Na terça-feira, antes de a equipe seguir para o treino da tarde, pelo menos 30 pessoas se amontoaram na frente do ônibus para tentar tirar ao menos uma foto dos corintianos.

Os jogadores do Tolima reconhecem que no quesito estrutura, não podem competir com o Corinthians, mas usam exatamente toda esta discrepância como motivação para superar os rivais brasileiros. “Só no futebol algo como isso pode acontecer. Nem sonhamos em ganhar o que ganham os jogadores do Corinthians, mas no campo isso não conta e podemos fazer história”, disse o goleiro paraguaio do Tolima, Anthony Silva, que já jogou pelo Marília, do interior de São Paulo.

Com uma folha salarial 10 vezes mais alta que a do Tolima, o Corinthians joga por um empate com gols para classificar-se. O fator casa, porém, dá confiança aos jogadores do Tolima.

Bruno Winckler
Hotel corintiano tem até policiais de plantão para garantir segurança

“Voltar para casa dependendo só de uma vitória para eliminar o Corinthians nos deixa muito esperançosos, mesmo sabendo das dificuldades que enfrentamos todos os dias aqui”, completou o atacante Wilder Medina, que com um salário de US$ 7,5 mil (R$ 12,4 mil) é um dos mais bem pagos do elenco.

Medina conta ainda que como de costume no Tolima, se alcançarem o objetivo de eliminar o Corinthians, cada jogador ganhará US$ 10 mil (R$ 16,6 mil) da diretoria. Para se ter ideia do quanto este valor representa, nenhum titular do Corinthians recebe menos que R$ 50 mil de salário.

“Nem com esta “plata” chegamos perto do Corinthians. Mas mesmo mais pobres podemos ficar mais felizes que eles depois da partida. Oxalá que sim”, completou.

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