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Futebol
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Ronaldo x Romário: veja dados e histórias e diga quem foi melhor

O "Baixinho" tem média de gols maior, mas o "Fenômeno" marcou mais vezes em torneios mais competitivos

Marcel Rizzo e Paulo Passos, iG São Paulo |

 

Getty Images
Romário e Ronaldo em ação juntos pela Seleção na Copa das Confederações de 1997

Um tem mais gols na carreira. O outro jogou e marcou mais vezes em torneios europeus, enfrentando a elite do futebol mundial. Ambos foram destaque em conquistas de Copas do Mundo.

[]Comparar Ronaldo e Romário, e principalmente chegar a uma conclusão sobre quem foi melhor, não é tarefa simples. O iG levantou gols, títulos e artilharias dos ídolos, cruzou as informações, conversou com pessoas que conviveram com ambos e mostra como cada um se comportou em fases parecidas da carreira, em solo europeu e no Brasil. A conclusão, e o voto ao lado sobre quem foi melhor, cabe a você...

Profissão: artilheiro

Romário se profissionalizou em 1985. Estreou pelo Vasco em 6 de fevereiro, vitória de 3 a 0 sobre o Coritiba. Passou em branco. Algo que se tornaria raro na carreira: no total, foram 1002 gols em 1259 partidas. Uma excelente média de 0,72, mas nas contas de Romário. Para atingir a marca centenária, ele contou gols como amador, em jogos festivos e até de máster. Sem isso, seriam 896 em 1114, uma média até melhor, de 0,80. Mas o gol mil acabou se tornando uma marca, por isso é valorizado.

Ronaldo estreou pelo Cruzeiro em 25 de março de 1993, vitória de 1 a 0 sobre a Caldense. Como Romário, não marcou no debute, mas depois faria 481 gols em 696 jogos, média de 0,69, inferior a Romário (seja a centenária ou a real). Com certeza faria muito mais gols se não fossem as lesões em série nos joelhos, que o deixaram parado por meses quando defendia a Inter de Milão e depois o Milan.

A diferença entre ambos também acontece porque Romário tem muitos gols em torneios inexpressivos, como Ramón de Carranza e Teresa Herrera, que Ronaldo disputou bem menos, até para se poupar depois de seguidas lesões.

Por times brasileiros

Romário deixou o Vasco em 1988, passou sete anos fora e retornou ao país para jogar no Flamengo no auge da carreira, um ano depois de ser o melhor da Copa do Mundo dos EUA e da Fifa. Entre Fla, Vasco e Fluminense, disputou Brasileiros, Libertadores, Copa do Brasil e estaduais, enquanto Ronaldo estava na Europa.

O “Fenômeno” jogou somente três Brasileiros, um pelo Cruzeiro, quando garoto, e dois pelo Corinthians já na reta final da carreira e fora de forma, contra 15 participações de Romário. Mas sua média é melhor (veja quadro abaixo). Estaduais, Copa do Brasil e Libertadores dão vantagem a Romário, que estava no auge quando disputou esses torneios.

“São dois jogadores brilhantes, que tiveram seus momentos de glória. Características diferentes que poderiam até se completar, O ideal seria tê-los em campo”, disse Carlos Alberto Parreira, técnico de ambos na Copa do Mundo de 1994.

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Made in Europa

Romário jogou menos tempo em solo europeu. Mas não deixou de ser brilhante. Foi escolhido o melhor do mundo em 1994 e só não ganhou a Bola de Ouro da revista France Football porque até 1995 jogadores não europeus não disputavam o troféu. Ronaldo foi três vezes o melhor da Fifa (96, 97 e 2002) e ganhou a Bola de Ouro em 2002.

O início da trajetória dos dois é similar. Do Brasil para o PSV Eidhoven, da Holanda, foram para o Barcelona. Ambos brilharam nas duas equipes, com médias de gols impressionantes.

O jornalista Sier de Vos, da rede de televisão holandesa Sport 1, acompanhou a passagem dos dois brasileiros pelo PSV. Ele diz que, por ter ficado um período maior, quatro anos, e ter vencido títulos importantes, Romário é mais lembrado pelos torcedores do clube. “É verdade que ele teve mais sorte também, o time que jogou era bem mais competitivo”, afirma. Segundo o jornalista, até mesmo o jeito mais irreverente do “Baixinho” o ajudava a ser ídolo.

“É engraçado dizer isso, mas até por ser mais 'bad boy', o Romário era mais querido. Claro que ter vencido títulos mais importantes e jogado mais tempo foram fatores importantes, mas a personalidade dele o tornava um personagem que agradava mais a torcida”, diz o jornalista.

“Ele tinha esse jeito que vocês conhecem, passava a noite em claro e ia treinar. Me lembro que saía de noite de Eindhoven e ia para Amsterdam fazer festa. Depois, voltava só para treinar. Todos sabiam, mas ele decidia em campo, então ninguém falava nada”, lembra Sier de Vos.

“O Ronaldo, quando chegou, aqui tinha 17 anos. Era mais concentrado na carreira e não entrava em polêmicas também”, afirma.

Em Barcelona, Romário e Ronaldo ficaram pouco tempo, mas deixaram marcas impressionantes. Segundo o correspondente do jornal L’Équipe na Catalunha, Frédéric Traïni, o “Baixinho” e o “Fenômeno” viveram momentos distintos no Barça. “O time de 92 a 94, que Romário jogou, era melhor. Foi um dos maiores da história do clube”, afirma o jornalista.

Em 1996, quando Ronaldo atuou no clube catalão, a equipe ainda passava por uma fase de transição, após a saída do técnico Johann Cruyff. “Mesmo assim, acho Romário mais genial, fazia coisas que nenhum outro consegue, mas isso é uma opinião pessoal”, diz Traïni.

“Ronaldo também teve uma temporada fantástica na Espanha. Acredito até que foi a melhor da carreira dele”, completa. Sobre o carinho dos torcedores, o jornalista vê o “Baixinho” como mais querido. “Até pelo fato de Ronaldo ter defendido o Real Madrid depois. Isso não é perdoado aqui”.

Do Barcelona, Romário preferiu voltar para o Brasil. Ronaldo seguiu para a Itália, onde jogou na Inter de Milão. Futebol de mais força do que na Espanha, que privilegia a técnica, Ronaldo fez uma primeira temporada brilhante. Foi fundamental para a Inter levantar a Copa da Uefa, talvez a maior atuação de sua carreira fora da seleção brasileira.

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Seleção brasileira
Romário foi fundamental em 1994. Marcou cinco gols, mas passou em branco na final da Copa. Ronaldo fez oito em 2002, dois na final contra a Alemanha. Mas a média de gols de Romário com a amarelinha é maior (veja quadro abaixo). Eles formaram ataque em 1997, na Copa das Confederações disputada na Arábia Saudita. O “Baixinho” fez sete gols e foi o artilheiro, contra quatro do “Fenômeno”. Na final, nos 6 a 0 sobre a Austrália, cada um fez três. No mesmo ano, na Copa América, Ronaldo foi artilheiro do time, com cinco, contra três de Romário.

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