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Ronaldo promete empenho no último ano da sua carreira

Vou me apresentar junto com o grupo todo (em 3 de janeiro), não tem essa de descansar mais, avaliou o atacante

Agência Estado |

Desinibido e com a língua afiada, Ronaldo aproveitou entrevista coletiva nesta quarta-feira, no Rio, para fazer críticas contundentes ao calendário do futebol brasileiro e à fórmula de disputa do Campeonato Paulista. Ele também encerrou as dúvidas sobre seus projetos para 2011 e prometeu empenho para levar o Corinthians ao título da Libertadores. Disse ainda que se dedicará ao máximo no ano que vem, como se estivesse no começo de sua carreira.

"Vou me apresentar junto com o grupo todo (em 3 de janeiro), não tem essa de descansar mais. Vai ser o meu último ano como atleta e quero conquistas, para retribuir o carinho dos corintianos e do torcedor brasileiro em geral", declarou Ronaldo. "É claro que vou jogar as duas partidas da fase preliminar da Libertadores. Para o Corinthians, esses dois jogos vão ser como as finais da competição", prosseguiu o atacante, referindo-se aos confrontos dos dias 26 de janeiro e 2 de fevereiro, contra um clube da Colômbia, ainda não definido.

Ronaldo foi a grande atração do segundo e último dia do Footecon, fórum internacional de futebol realizado no Rio e coordenado pelo técnico Carlos Alberto Parreira, quando fez praticamente um discurso contra o calendário do futebol do País. Pediu uma revisão do Paulistão, com a adoção de uma fase eliminatória entre times do interior antes propriamente do início do torneio, o que determinaria a redução do número de participantes.

"O Paulista com 20 clubes é desnecessário e exagerado", reclamou. Antes, ele criticou a distribuição de jogos para as grandes equipes ao longo do ano no Brasil. "São mal divididos, isso aumenta o risco de lesões e diminui a qualidade", afirmou.

No momento em que registrava seus protestos, Ronaldo surpreendeu ao anunciar que pretende se engajar na luta pelos direitos dos atletas a partir de 2012, quando já estiver aposentado. "Na Itália, Espanha, Argentina, os jogadores param os campeonatos em nome de suas reivindicações, com participação ativa dos sindicatos", comentou o atacante. "Alguém tem que fazer alguma coisa. Ninguém protege os jogadores. Eu aceitaria, sim, esse desafio, mas seria para ter poder de mando. Estou disposto a comprar essa briga e entraria de cabeça para defender uma classe muito injustiçada."

Antes da entrevista, Ronaldo compôs mesa no Footecon com Parreira e os ex-jogadores Junior e Carlos Alberto Torres. Ele arrancou risos da plateia ao dizer que "não gosta de ver jogos pela TV e nem de comentar futebol", apenas de jogar. "Estou meio de saco cheio, mas futebol é a minha paixão", confessou o atacante de 34 anos.

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