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Futebol
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Ronaldo critica sindicato de jogadores e cogita virar dirigente

Atacante reclamou da situação dos gramados, falta de aposentadoria para atletas e cobrança exagerada dos torcedores

Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

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Principal atração do segundo dia da Footecon (Fórum Internacional de Futebol), o atacante Ronaldo, do Corinthians, soltou o verbo contra o sindicato dos jogadores de futebol e contra a própria classe, que segundo ele é desunida na busca por seus direitos. Para o 'Fenômeno', é preciso uma reformulação no calendário do futebol brasileiro, que desgasta os atletas, e dos gramados, que são irregulares.

"Acho que o calendário prejudica muito o atleta. Eu não mudaria nada no Campeonato Brasileiro, só tentaria melhorar a escala dos jogos. Mas a culpa disso tudo, de ser assim, é muito dos jogadores. Não somos uma classe unida. Eu, particularmente, não conheço ninguém do sindicato dos jogadores de São Paulo", disse o atacante, que também usou o Parque São Jorge, onde o Corinthians treinava, como exemplo de gramado ruim. "No Parque São Jorge tínhamos oito tipos de grama em um campo só. Era praticamente um estudo sobre gramas, disse o jogador, que arrancou risos dos participantes.

Para o jogador do Corinthians, o Brasil poderia se espelhar em outros países, onde os jogadores se unem para cobrar seus direitos. "Temos exemplos na Itália, Argentina, Espanha. Os jogadores param o campeonato para reivindicar seus direitos e só voltam a jogar quando são atendidos", afirmou.

Entre as principais queixas, Ronaldo aponta a falta de uma aposentadoria e salários baixos para jogadores de clubes pequenos. "Tenho conversado com o presidente Lula e com o Ministro da Previdência. Perguntei por que o jogador de futebol não tem uma aposentadoria. Eles me explicaram que era pelo fato de o jogador de futebol ter uma carreira curta, com uma contribuição curta. Então a gente está encontrando soluções para que tenha uma previdência. Esse passo foi dado", disse.

Ronaldo ainda deixou aberta a possibilidade de ser uma espécie de líder dos atletas na reivindicação de direitos. "Eu toparia, toparia para mudar. Mas sabemos o quanto é difícil chegar lá em cima e fazer ações que mexam nas coisas. Eu compraria essa briga, porque realmente é uma classe muito injustiçada. A fama que tem é que todo jogador de futebol é rico. Só 3% recebem mais de R$ 10 mil. Somos muito injustiçados", disse o atacante.

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