Volante agora precisa marcar primeiro para depois sair jogando. Até Felipe tem atenção redobrada

Rômulo passou a jogar como primeiro volante
Maurício Val / Fotocom.net
Rômulo passou a jogar como primeiro volante
A chegada de Juninho Pernambucano provocou algumas mudanças no Vasco . A entrada do meia se deu de forma antecipada, já que Eduardo Costa precisou ir à França rescindir seu contrato com o Mônaco e, na mesma semana, o técnico Ricardo Gomes perdera outros dois jogadores: Fellipe Bastos , machucado; e Allan , servindo à seleção brasileira sub 20 que vai disputar o Mundial da Colômbia.

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Assim, Juninho, que deveria estrear somente na nona rodada, contra o Internacional , enfrentou o Corinthians , três dias antes. Na primeira partida, formou o meio de campo com Rômulo , Felipe e Diego Souza . No jogo seguinte, Bernardo substituiu Diego Souza, barrado. Para o compromisso de sábado, no Rio, contra o Atlético-PR , Eduardo Costa não terá condições de jogo, uma vez que o Vasco precisa da transferência do volante para regularizá-lo.

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E como Diego, pelos treinos da semana, deve permanecer no banco de reservas, Juninho segue incontestável. O problema para Ricardo Gomes está na idade. Juninho, de 36 anos, tem a companhia de Felipe, 33, no setor. Sobra, então, para os que têm a missão de defender se desdobrar na marcação. E quem mais vem sofrendo é Rômulo.

Aos 20 anos, ele deixa de ser o segundo volante para ser o primeiro. A partir de agora, tem mais responsabilidade na marcação. “Hoje, minha primeira obrigação é marcar, e depois sair para o jogo. Mas já me sinto adaptado”, conta Rômulo.

Dos quatro jogadores de meio de campo, apenas Bernardo atualmente atua sem tanta obrigação de marcar. Felipe, um dos responsáveis pela criação, também terá a atenção redobrada. Juninho, que sempre atuou de segundo volante, cumpre normalmente sua função e ainda se transforma em um grande reforço nas bolas paradas.

Em dois jogos desde a sua estreia, o Vasco marcou dois gols em jogadas que saíram dos pés do Reizinho: um de falta contra o Corinthians e o do zagueiro Dedé, de cabeça, no sábado, em uma bola cruzada da direita pelo camisa 8.

“Sem dúvida, a chegada do Juninho deu um ganho enorme para o Vasco na bola parada”, diz Ricardo Gomes.

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