Atuação contra o Cruzeiro agradou tanto que volante foi escolhido para substituir Diogo contra o Bahia

O volante Rodrigo ainda mora em Madureira, é obrigado a encarar o caótico trânsito carioca todos os dias para chegar às Laranjeiras e quase não é notado na rua pelos torcedores do Fluminense . A dura rotina, no entanto, é rapidamente esquecida cada vez que o jovem de apenas 22 anos calça as chuteiras e participa de um treino ao lado de craques consagrados como Fred e Deco .

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Titular de última hora contra Cruzeiro , sua atuação agradou tanto o técnico Abel Braga que o jogador foi o escolhido pelo comandante para substituir Diogo , suspenso pelo terceiro cartão amarelo, diante do Bahia , no próximo domingo, às 16h, em Pituaçu, pela 24ª rodada do Brasileirão.

“Procuro sempre fazer meu papel em campo e aproveitar as oportunidades que o Abel tem me dado. Minha responsabilidade está aumentando. Ainda bem que o time está em uma boa sequência. Eu sou um segundo volante que gosta de sair mais para o jogo. Ajudo na marcação, mas sempre que posso procuro chegar na frente e chutar a gol. Alguns torcedores já me reconhecem nas ruas, mas eu ainda quero mais (risos). Pego trânsito todos os dias para vir de Madureira, mas venho treinar com a maior alegria”, explicou o jogador.

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Natural do Maranhão, Rodrigo chega a ficar sem jeito e não encontra as palavras para enaltecer as qualidades dos concorrentes Edinho e Diguinho . Humilde, o volante diz que já se sente realizado por ter a chance de vestir a camisa de um grande clube do futebol brasileiro, mas projeta um futuro ainda mais promissor.

“Vim de um time pequeno e nunca passei pelas categorias de um clube de ponta. Meu objetivo sempre foi me destacar no Madureira para ser contratado por um grande time. Alcançei esse objetivo por méritos próprios e agora quero dar sequência ao meu sonho. Foram quatro meses sem jogar, mas tive minha oportunidade e sei que ainda posso melhorar muito. A concorrência é forte e dispensa comentários, mas procuro fazer meu trabalho e deixar o resto para o Abel resolver”, disse.

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Ao ser perguntado sobre quem foi o jogador que o apelidou de Paulo Henrique “Marreco”, durante a semana de treinos na Granja Comary, Rodrigo não conseguiu disfarçar sua timidez. Sem graça, o volante disse que não se lembra, mas espera que o apelido não tenha sido dado em razão de sua semelhança física com o camisa 10 do Santos.

“Os caras ficaram me zoando, mas não sei se foi o Fred ou o Rafael Moura que inventou isso. Se o apelido tiver sido dado pela semelhança com o futebol do Ganso, eu fico muito feliz (risos)”, brincou o volante do Fluminense.

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