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Futebol
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Rivalidade à parte, Atlético-MG se inspira no sucesso do Cruzeiro

Manutenção de uma base é a grande meta alvinegra, que buscou a dupla que remontou o Cruzeiro em 2007

Victor Martins, iG Belo Horizonte* |

Flickr/Clube Atlético Mineiro
Dorival Júnior está no Atlético-MG desde o final de setembro do ano passado
O bom momento do Cruzeiro na Copa Libertadores reflete diretamente no Atlético-MG. A rivalidade regional faz com que uma torcida cobre resultados de sua equipe quando o grande adversário tem vitórias expressivas. Mas é justamente inspirado no Cruzeiro que o Atlético-MG tem trabalhado na montagem de uma base. Para isso, o clube alvinegro aposta em Dorival Júnior e Eduardo Maluf.

Foi com eles que o Cruzeiro começou o processo de remontagem, em 2007. Depois de perder o Campeonato Mineiro para o Atlético, sendo goleado por 4 a 0 na final, a diretoria celeste apostou em Dorival Júnior, então treinador do São Caetano. Na chegada à Toca da Raposa o treinador teve carta branca. Liberou jogadores renomados, como o lateral-direito Gabriel e meia Geovanni, para apostar em desconhecidos como Ramires e no atacante Guilherme, recém promovido das categorias de base.

O resultado apareceu já no primeiro Brasileirão. Apesar de não chegar perto do São Paulo, o time celeste até sonhou com a conquista da competição. Mas terminou em quinto lugar e conseguiu vaga na Libertadores de 2008, pelo fato do Fluminense ter sido campeão da Copa do Brasil e quarto colocado no Brasileirão. No ano seguinte o Cruzeiro trocou Dorival por Adilson Batista.

É verdade que apenas o goleiro Fábio jogou como titular de Dorival Júnior. O time de Cuca é bem diferente, mas pegou uma base recebida por Adilson Batista, que estava dando sequência ao trabalho de Dorival. Titulares em 2007 permaneceram muito tempo na equipe celeste, como o lateral-direito Jonathan, o meia Wagner e os atacantes Marcelo Moreno e Guilherme.

“É um trabalho de paciência, no futebol você não queima etapas, não tem como. Não tem como esconder, contar mentira para os torcedores. Tínhamos sim uma grande equipe, que ainda precisava de um ou dois elementos, que com certeza chegaria. De repente aconteceram alguns fatos que fugiram do nosso controle. Tivemos saídas importantes, que não esperávamos que acontecessem, mas são circunstâncias que você não pode impedir”, revela Dorival Júnior.

Um bom exemplo da constante movimentação dentro do elenco do Atlético-MG é a comparação do elenco atual com aquele que terminou o Brasileirão do ano passado. Dos 33 jogadores que estavam à disposição de Dorival Júnior, somente 16 ainda estão na Cidade do Galo. Portanto, mais da metade já deixou o clube. Indo um pouco mais longe, dos 14 atletas usados por Vanderlei Luxemburgo na última partida da primeira fase do estadual de 2010, somente três podem estar em campo contra o América-TO, também pela última rodada do Mineiro.

Outra parte importante desse processo pelo qual passou o Cruzeiro em 2007, foi Eduardo Maluf. Atual diretor de futebol do Atlético-MG, ele exercia a mesma função no clube rival. Experiente no mundo do futebol e com algumas montagens de elenco na carreira, Maluf afirma que o Atlético-MG está fazendo tudo como se deve fazer.

“Vamos sair na frente (montagem do elenco), pode confiar. Falo isso porque tem 12 anos que estou na função (diretor de futebol). Eu sei como montar e nós estamos no caminho certo”, disse o dirigente, que esbanja confiança no futuro do clube.

“Aceitei vir para o Atlético porque vamos mudar a história do clube. O Atlético vai se tornar vencedor. Mas você tem de mudar na parte disciplinar, na parte estrutural, você tem de mudar até o técnico que não dá certo, mas o conceito deve continuar”

Mais uma vez montando uma equipe, assim como fez no Cruzeiro, Dorival Júnior comenta que o processo não é rápido e é bem complicado. Mas como o Atlético-MG tem apostado em jogadores mais novos e com o currículo vitorioso, o treinador acredita que o clube já está preparado para dar um grande passo neste Campeonato Brasileiro. Conseguir uma vaga na Copa Libertadores do ano que vem já seria um grande passe nesse processo.

“Temos que buscar uma estrutura definitiva, que o Atlético possa viver dessa estrutura durante alguns anos. Esse é o maior desafio, é um objetivo claro nesse ano. Futebol é dinâmico e muda muito. Talvez, com essas mudanças, a gente encontre a equipe ideal. Não vou falar dos outros anos porque eu não estava aqui. Já trabalhei com montagens e sei que esse momento é mais do que complicado. É um momento que sei cria muitas dúvidas, ninguém serve, ninguém presta. Muita coisa é colocada, mas de repente você consegue reverter esse quadro. Se tivermos um pouco de paciência e conseguirmos contratar alguns outros elementos que venham reforçar essa equipe, tenham certeza que esse e período vai ser um pouco menor".

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