Representantes usam os mesmos argumentos para justificar escolha de suas cidades para a abertura

Ricardo Teixeira e integrantes de vários governos durante entrevista sobre as cidades-sedes
Divugação
Ricardo Teixeira e integrantes de vários governos durante entrevista sobre as cidades-sedes
Em um encontro com jornalistas, na última quinta-feira, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, declarou que a entidade irá esperar até fevereiro de 2014 pelo estádio do Corinthians , em Itaquera. A exceção foi vista como um sinal de que São Paulo é favorita para receber a cerimônia de abertura da Copa . Porém, nesta sexta-feira, na inauguração dos stands das 12 cidades-sede, na Marina da Glória, onde no sábado acontece o sorteio das Eliminatórias, os representantes de Minas Gerais mantiveram o tom de otimismo para que a cidade seja escolhida.

Curiosamente, São Paulo e Minas Gerais ficaram lado a lado, dividindo o mesmo local, o mais movimentado da feira, que também contou com representantes de Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Rio de Janeiro, Manaus, Natal, Cuiabá, Fortaleza, Recife e Salvador. Os argumentos para defender a candidatura de um e de outro também era os mesmos. Segundo os coordenadores, apenas critérios técnicos da Fifa, sem a intervenção política da entidade ou do Comitê Organizador Local (COL).

Ricardo Teixeira e integrantes de vários governos durante entrevista sobre as cidades-sedes
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Ricardo Teixeira e integrantes de vários governos durante entrevista sobre as cidades-sedes

"Continuamos pleiteando firmemente a abertura da Copa. Sabemos que felizmente São Paulo resolveu aquelas pendências do estádio, é inviável uma disputa de Copa do Mundo sem eles. Não há essa competição, essa torcida contra. Mas Belo Horizonte continua no páreo e, se formos pegar em termos estritamente técnicos, hoje ela seria a abertura da Copa. As obras mais avançadas no levantamento do governo são aqui", disse Thiago Lacerda, presidente do Comitê Executivo de Minas Gerais.

Praticamente ao mesmo tempo, alguns passos ao lado, Emanuel Fernandes, coordenador do Comitê Paulista, usava a mesma mensagem para declarar que São Paulo deverá ser escolhida como sede. Para o representante, o único problema da cidade era a definição do estádio, resolvida com o início das obras da arena do Corinthians, em Itaquera.

"O que nos foi explicado, é que a escolha vai ser baseada em critérios técnicos. O que a gente fica sabendo, é que, em aspecto técnico, São Paulo é imbatível. Tínhamos um gargalo, que era o estádio, mas dadas as garantias financeiras, que a Fifa aceitou, esse problema acabou. Como tínhamos vantagens comparativas, estamos na expectativa que isso aconteça", disse Fernandes.

Nem mesmo o fato de o estádio de São Paulo não ser usado na disputa da Copa das Confederações, em 2013 , pode prejudicar a candidatura da cidade para a abertura, acredita Gilmar Tadeu, secretário especial de São Paulo para a Copa do Mundo.

"Eu tenho certeza que nós realizaremos a abertura, porque existe um conjunto de esforços das autoridades de São Paulo, do governo, sociedade, de realizar a melhor Copa. A disputa da Copa das Confederações é um evento para testar o estádio, mas já fizemos testes de segurança por exemplo, no Pacaembu, na despedida do Ronaldo. Já estamos fazendo esses testes independente de qualquer coisa", disse Tadeu.

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