Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Rico, Campeonato Carioca começa com problemas para pagar a conta

Sem o Maracanã, média de público e arrecadação devem cair. Mesmo assim, os grandes investiram forte

Paulo Passos e Renan Rodrigues, iG Esporte |

Com Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves, Deco, Fred, Diego Cavalieri, Loco Abreu e Carlos Alberto, o Campeonato Carioca tem nomes e, é claro, salários de nível europeu. Após uma janela de transferências com o mercado pouco aquecido, os grandes clubes do Rio de Janeiro, principalmente Flamengo e Fluminense, foram os que trouxeram os jogadores mais caros e famosos. O investimento pesado acontece justamente antes do primeiro estadual desde 1992 que o Maracanã não poderá ser utilizado.

Fechado para as obras do Mundial de 2014, o maior e mais tradicional estádio do Brasil dará lugar ao Engenhão. O campo do Botafogo receberá, além das partidas do time, todos os clássicos e jogos como mandantes de Fluminense e Flamengo.

Com pouco mais de 40 mil lugares, a arena tem quase a metade da capacidade do Maracanã. A Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) admite que isso irá acarretar em diminuição no público e, por consequência, na renda dos clubes. “Com certeza teremos um abalo, um rombo no orçamento até. Podemos calcular que teremos 300 mil pessoas a menos nos 8 jogos de playoff, as semifinais e as finais das taças”, afirmou por meio da sua assessoria de imprensa o presidente da entidade, Rubens Lopes da Costa Filho.

A Ferj diz acreditar que a perda poderá ser parcialmente compensada pelas equipes com as rendas nos jogos fora da cidade do Rio de Janeiro. Principalmente, nas partidas do Flamengo, com Ronaldinho Gaúcho. O maior deles, o estádio da Cidadania, do Volta Redonda, tem capacidade para cerca de 15 mil torcedores.

“O Carioca vai ter um desafio muito grande esse ano, que é sobreviver sem o Maracanã. Vale lembrar que isso será uma realidade até 2012, no mínimo”, afirma Amir Somoggi, diretor da área de esportes da consultoria Crowe Horwath RCS.

Para o especialista em marketing esportivo, a solução para perda na arrecadação seria o aumento no valor dos ingressos. “É oportunidade de fazer uma renda maior com um público menor”, avalia Somoggi.

A ideia, ao menos por enquanto, é descartada pela Ferj, que manteve os mesmos preços do ano passado, quando reajustou os valores das entradas para clássicos e jogos decisivos. Os preços foram mantidos e os ingressos mais baratos para jogos dos grandes contra os pequenos custarão R$ 20. Nos clássicos, estarão serão vendidos a R$ 30 e nas semifinais e finais a R$ 40.

AE
Ronaldinho vai jogar o Carioca pelo Flamengo, mas ainda não tem data marcada para estrear pelo clube
Mesmo com provável diminuição nas receitas, os clubes cariocas investiram alto. O Botafogo foi o que contratou mais jogadores. O volante uruguaio Arévalo Rios é a principal aposta. Um reforço humilde comparado com as novidades do Flamengo. Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves fazem do clube o que mais gastou para a temporada. Porém, nenhum dos dois atua na estreia do time contra o Volta Redonda.

Partidas da primeira rodada:

Jogo Data Horário
Boavista x América Quarta (19/01) 17h
Vasco x Resende Quarta (19/01) 19h30
Flamengo x Volta Redonda Quarta (19/01) 22h
Americano x Nova Iguaçu Quinta (20/01) 17h
Olaria x Madureira Quinta (20/01) 17h
Botafogo x Duque de Caxias Quinta (20/01) 17h
Bangu x Fluminense Quinta (20/01) 19h30
Macaé x Cabofriense Quinta (20/01) 19h30


“Contratar é bacana, tem que trazer craques mesmo. Isso é bom, mas tem que pagar depois , né? O salário do Ronaldinho vai ser bancado pela Traffic e os outros? O problema dos clubes cariocas é a falta de credibilidade”, afirma Reinaldo Pitta, agente de jogadores, que atua principalmente no Rio de Janeiro.

Clubes sofrem sem CT's

Outro problema apontado por jogadores e técnicos dos grandes cariocas é a falta de estrutura para trabalhar. Nos quatro grandes, três realizam a maior parte dos treinamentos em suas sedes sociais. O Botafogo treina em General Severiano e no estádio Engenhão, o Vasco, no estádio São Januário, e o Fluminense, nas Laranjeiras. Sem uma área reservada apenas para o futebol, as equipes sofrem com a agitação política dos clubes.

Photocamera
Campeão brasileiro, Muricy reclamou da falta de estrutura do Flu
O Flamengo, que realiza seus treinamentos no 'Ninho do Urubu', também ainda não conta com uma estrutura de qualidade. Apesar de blindar o departamento de futebol do resto do clube, o local não oferece a estrutura ideal. Alguns contêineres, que servirão de vestiário, refeitório, dormitório e até sala para a imprensa, foram instalados recentemente, mas ainda estão longe de preencher as necessidades de um bom local de treinamento.

No Vasco, a promessa é de um centro de treianamento para a próxima temporada. A diretoria tenta uma parceria com a Prefeitura para receber um terreno e começar a construir. Mesmo assim, o gerente de futebol do clube, Rodrigo Caetano, já procura um centro de treinamento provisório, para que a equipe possa usar ainda em 2011.

Já o técnico Muricy Ramalho deu várias entrevistas pedindo a construção de um local para a equipe treinar. Mesmo após a conquista do Campeonato Brasileiro no ano passado, o comandante deixou claro que enfrentou dificuldades pela falta de condições ideais para realizar as atividades fora da agitação do quadro social do Fluminense.

“Não podemos achar porque ganhou está tudo certo, e nem se perdeu está tudo errado. A estrutura não ganha jogos, mas ajuda muito a melhorar o clube. A gente não pode achar que está tudo certo. O clube está muito atrás de vários outros do país”, disse o técnico após a conquista do Brasileiro.
 

Leia tudo sobre: FlamengoFluminenseBotafogoCampeonato Carioca 2011

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG