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Presidente da CBF foi transferido do setor de emergência para o quarto e deve receber alta em até 48 horas

O quadro de saúde do presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira , internado desde a tarde da última quinta-feira no hospital Pró-Cardiáco, na zona Sul do Rio de Janeiro, não é considerado grave, de acordo com o primeiro boletim médico divulgado. A diverticulite , processo inflamatório na parede do cólon, ligada ao intestino grosso, foi confirmada pelos médicos, que destacaram que o problema não é grave e que Teixeira já foi medicado. Inicialmente atendido no setor de emergência, o presidente da CBF já foi transferido para o quarto. Segundo os médicos, a previsão de alta é de no máximo em 48 horas.

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O mandatário máximo do futebol brasileiro só não receberá alta ainda hoje e continuará sob observação por conta do histórico de problemas cardíacos e das duas angioplastias. A esposa do presidente da CBF permanece com ele no quarto. Ainda segundo o boletim, as dores diminuíram durante a noite. Ricardo Teixeira chegou ao hospital no Rio de Janeiro andando ao lado de sua esposa e de seus seguranças na tarde da última quinta-feira.

Protestos e desgaste da imagem
Recentemente, Ricardo Teixeira, que também comanda o COL (Comitê Organizador Local da Copa 2014) não tem recebido boas notícias. Na última quarta-feira, ele virou alvo de um convite da Comissão de Constituição e Justiça do Senado para comparecer àquela casa, em Brasília. Teixeira terá de responder perguntas em uma audiência pública sobre a organização da Copa 2014. A audiência não tem data marcada.

Já na última segunda-feira, o diário Lance publicou matéria informando que o procurador da República Marcelo Freire anunciou que enviaria à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro um ofício determinando a abertura de novo inquérito contra o cartola .

A Polícia Federal pode, portanto, investigar se o dinheiro que o jornalista Andrew Jennings, da BBC de Londres, denunciou que Teixeira recebeu foi remetido ilegalmente para o Brasil.

Leia mais sobre a Copa 2014

No início de agosto, a Polícia Civil do Distrito Federal passou a investigar a organização do amistoso entre Brasil e Portugal, em Brasília, disputado em 2008. A partida custou R$ 9 milhões ao governo do Distrito Federal. A empresa Alianto, organizadora do evento, está na mira das investigações, mas a CBF também é alvo por ter cedido os direitos do amistos.

As redes sociais não ficaram distraídas em meio a tantas polêmicas. Por meio de sites de relacionamento pessoal, jovens de diversas capitais organizaram protestos tendo como tema o grito de guerra "Fora, Ricardo Teixeira!"

Sem espaço no Palácio do Planalto
Também chama a atenção a frieza com a qual a presidenta Dilma Rousseff trata Teixeira. Habituado ao bom relacionamento com Lula, que deixou o cargo em janeiro, o presidente da CBF não goza da simpatia de Dilma, que prefere outros interlocutores ao precisar falar sobre a Copa 2014.

Veja também: Lei da Copa expõe queda de braço entre Fifa e Dilma

Dilma, aliás, irritou a alta cúpula da Fifa ao fazer alterações na Lei Geral da Copa , documento que visa à dar garantias do governo do país-sede aos organizadores do Mundial. A entidade máxima do futebol, com sede na Suíça, deseja ter mais autonomia na realização da Copa, mas o texto assinado por Dilma manteve postura firme quanto a temas nevrálgicos, como a proteção de marcas e a venda de ingressos.

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