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Futebol
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Ricardo Teixeira recebe alta e deixa o hospital caminhando

Se recuperando de um quadro de diverticulite, presidente da CBF continuará tratamento em casa

Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e do COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014), Ricardo Teixeira, recebeu alta do hospital Pró-Cardíaco, na zona Sul do Rio de Janeiro, às 11h40 deste sábado, onde estava internado desde a última quinta-feira, informou a assessoria de imprensa do hospital. Caminhando ao lado da esposa Ana Rodrigues, o dirigente foi embora no carro da filha Joana Havelange.

Com a melhora no quadro de diverticulite, Teixeira continuará o tratamento com antibióticos em sua residência. O dirigente, de 64 anos, deu entrada no setor de emergência do hospital na última quinta-feira, por volta das 18h30, se queixando de fortes dores abdominais. O primeiro a atendê-lo foi seu médico particular, o cardiologista Jorge Castro y Perez.

O boletim médico divulgado na última sexta-feira confirmou o quadro de diverticulite, processo inflamatório na parede do cólon, ligada ao intestino grosso, mas destacava que a situação não era grave. Medicado, o presidente da CBF evoluiu bem e foi transferido para um quarto, só permanecendo em observação por conta do histórico de problemas cardíacos e das duas angioplastias que já realizou.

Protestos e desgaste da imagem
Recentemente, Ricardo Teixeira, que também comanda o COL (Comitê Organizador Local da Copa 2014) não tem recebido boas notícias. Na última quarta-feira, ele virou alvo de um convite da Comissão de Constituição e Justiça do Senado para comparecer àquela casa, em Brasília. Teixeira terá de responder perguntas em uma audiência pública sobre a organização da Copa 2014. A audiência não tem data marcada.

Já na última segunda-feira, o diário Lance publicou matéria informando que o procurador da República Marcelo Freire anunciou que enviaria à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro um ofício determinando a abertura de novo inquérito contra o cartola.

A Polícia Federal pode, portanto, investigar se o dinheiro que o jornalista Andrew Jennings, da BBC de Londres, denunciou que Teixeira recebeu foi remetido ilegalmente para o Brasil.

Leia mais sobre a Copa 2014

No início de agosto, a Polícia Civil do Distrito Federal passou a investigar a organização do amistoso entre Brasil e Portugal, em Brasília, disputado em 2008. A partida custou R$ 9 milhões ao governo do Distrito Federal. A empresa Alianto, organizadora do evento, está na mira das investigações, mas a CBF também é alvo por ter cedido os direitos do amistos.

As redes sociais não ficaram distraídas em meio a tantas polêmicas. Por meio de sites de relacionamento pessoal, jovens de diversas capitais organizaram protestos tendo como tema o grito de guerra "Fora, Ricardo Teixeira!"

Sem espaço no Palácio do Planalto
Também chama a atenção a frieza com a qual a presidenta Dilma Rousseff trata Teixeira. Habituado ao bom relacionamento com Lula, que deixou o cargo em janeiro, o presidente da CBF não goza da simpatia de Dilma, que prefere outros interlocutores ao precisar falar sobre a Copa 2014.

Veja também: Lei da Copa expõe queda de braço entre Fifa e Dilma

Dilma, aliás, irritou a alta cúpula da Fifa ao fazer alterações na Lei Geral da Copa, documento que visa à dar garantias do governo do país-sede aos organizadores do Mundial. A entidade máxima do futebol, com sede na Suíça, deseja ter mais autonomia na realização da Copa, mas o texto assinado por Dilma manteve postura firme quanto a temas nevrálgicos, como a proteção de marcas e a venda de ingressos.

Leia tudo sobre: Ricardo TeixeiraCBFseleção brasileira

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