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Presidente da CBF está no Hospital Pró-Cardíaco desde o início da noite apresentando quadro de dores abdominais

O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira , está internado no Hospital Pró-Cardíaco, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.

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O dirigente, de 64 anos, deu entrada por volta das 18h30 na emergência do hospital se queixando de dores abdominais. A informação, ainda não confirmada pelo hospital, é de que Teixeira tem diverticulite - uma inflamação no intestino grosso.

Teixeira chegou ao local em carro particular e caminhou até a internação acompanhado pela mulher, além de seguranças. O primeiro a atendê-lo foi seu médico particupar, o cardiologista Jorge Castro y Perez

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A assessoria de imprensa do Pró-Cardíaco confirmou ao iG a internação de Teixeira. Mas ainda não há previsão de quando será divulgado o quadro clínico do dirigente. O presidente da CBF vai ficar em observação por pelo menos 48 horas.

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Protestos e desgaste da imagem
Recentemente, Ricardo Teixeira, que também comanda o COL (Comitê Organizador Local da Copa 2014) não tem recebido boas notícias. Na última quarta-feira, ele virou alvo de um convite da Comissão de Constituição e Justiça do Senado para comparecer àquela casa, em Brasília. Teixeira terá de responder perguntas em uma audiência pública sobre a organização da Copa 2014. A audiência não tem data marcada.

Já na última segunda-feira, o diário Lance publicou matéria informando que o procurador da República Marcelo Freire anunciou que enviaria à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro um ofício determinando a abertura de novo inquérito contra o cartola .

A Polícia Federal pode, portanto, investigar se o dinheiro que o jornalista Andrew Jennings, da BBC de Londres, denunciou que Teixeira recebeu foi remetido ilegalmente para o Brasil.

Leia mais sobre a Copa 2014

No início de agosto, a Polícia Civil do Distrito Federal passou a investigar a organização do amistoso entre Brasil e Portugal, em Brasília, disputado em 2008. A partida custou R$ 9 milhões ao governo do Distrito Federal. A empresa Alianto, organizadora do evento, está na mira das investigações, mas a CBF também é alvo por ter cedido os direitos do amistos.

As redes sociais não ficaram distraídas em meio a tantas polêmicas. Por meio de sites de relacionamento pessoal, jovens de diversas capitais organizaram protestos tendo como tema o grito de guerra "Fora, Ricardo Teixeira!"

Sem espaço no Palácio do Planalto
Também chama a atenção a frieza com a qual a presidenta Dilma Rousseff trata Teixeira. Habituado ao bom relacionamento com Lula, que deixou o cargo em janeiro, o presidente da CBF não goza da simpatia de Dilma, que prefere outros interlocutores ao precisar falar sobre a Copa 2014.

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Dilma, aliás, irritou a alta cúpula da Fifa ao fazer alterações na Lei Geral da Copa , documento que visa à dar garantias do governo do país-sede aos organizadores do Mundial. A entidade máxima do futebol, com sede na Suíça, deseja ter mais autonomia na realização da Copa, mas o texto assinado por Dilma manteve postura firme quanto a temas nevrálgicos, como a proteção de marcas e a venda de ingressos.

Último encontro de Dilma Rousseff com Ricardo Teixeira foi em julho, no Rio de Janeiro
Getty Images
Último encontro de Dilma Rousseff com Ricardo Teixeira foi em julho, no Rio de Janeiro

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