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Futebol
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Ricardo Teixeira convida parceiros para convívio com a seleção

Diretores da Globo Esportes e Traffic e presidente do Barça têm transito livre na delegação da equipe na Copa América

Paulo Passos, enviado iG a Córdoba |

Cinco minutos antes do jogo entre Brasil e Paraguai começar, o locutor anuncia a execução dos hinos nacionais. No camarote do estádio Mario Kempes, em Córdoba, Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), se levanta. Ao seu lado, Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esportes, J. Hawilla, proprietário da Traffic, e Júlio Mariz, presidente da empresa, seguem o movimento do cartola.

A proximidade entre eles não se resume ao local onde assistiram o jogo. As empresas são parceiras da CBF. E durante a estada na Argentina, para a disputa da Copa América , seus executivos têm transito livre na seleção brasileira .

Sem um chefe de delegação, o cargo que historicamente foi ocupado por dirigentes de clubes e federações é agora exercido pelo próprio presidente da CBF. Na Argentina, o cartola convidou parceiros comerciais e amigos para o convívio com a equipe de Mano Menezes.

Confira quem já esteve com a delegação durante a Copa América:

Júlio Mariz
O presidente da Traffic, empresa de marketing esportivo, esteve no hotel da delegação do Brasil em Los Cardales, a 60 quilômetros de Buenos Aires. Além disso, o executivo foi aos dois jogos da equipe na Argentina. Na primeira partida, contra a Venezuela, assistiu o empate do gramado do estádio Único Ciudad de La Plata. Além de parceira da CBF, a Traffic organiza a Copa América.

Paulo Passos/iG
Da esq. para dir., Mariz, J. Hawilla, Campos Pinto e Teixeira no camarote do estádio de Córdoba
A empresa brasileira de propriedade de J. Hawilla garantiu no último mês um acordo com o comitê organizador da Copa do Mundo, também presidido por Ricardo Teixeira. A Traffic irá negociar 100 mil pacotes de hospitalidade da Fifa. Os pacotes incluem ingressos em espaços VIPs nos jogos do Mundial e hotéis de luxo. Trata-se de uma das fatias mais rentáveis do Mundial.

Sandro Rosell
O presidente do Barcelona esteve com a delegação do Brasil na estreia da Copa América. O dirigente catalão foi visto com Mano Menezes na chegada do time ao estádio para o jogo contra a Venezuela . Interessado em Neymar , Sandro Rosell já foi figura influente na seleção brasileira. Até 2003, ele era o principal executivo da Nike na América do Sul. Foi enquanto ocupou o cargo, que a empresa fechou um contrato de patrocínio da seleção brasileira, vigente até hoje. O acordo chegou a ser questionado por denúncias de irregularidades em um CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Congresso Nacional.

O atual presidente do Barcelona acompanhou a seleção brasileira de perto durante os três anos em que viveu no Brasil , na última década. Esteve presente com a delegação no Mundial de 2002, vencido pela seleção. Rosell já admitiu que as negociações para levar Ronaldinho Gaúcho para o gigante espanhol começaram logo após a vitória brasileira contra a Alemanha, ainda no vestiário. Quase um ano depois, quando Rosell era o homem-forte do futebol do clube, o gaúcho desembarcou no Camp Nou, preterindo propostas de Manchester United e Juventus .

Marcelo Campos Pinto
O número um da Globo Esportes, que administra a compra de direitos de transmissão para a rede de televisão, foi ao estádio de Córdoba, no último sábado, no ônibus da seleção brasileira junto com a comissão técnica e os jogadores. Marcelo Campos Pinto é um aliado de longa data de Teixeira.

Neste ano, o executivo contou com o apoio do cartola na disputa com Clube dos 13, Record e Rede TV! pela venda dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. A batalha foi vencida pela Globo. A emissora líder de audiência é detentora dos direitos de transmissão da Copa de 2014 .

*colaborou Marcel Rizzo, enviado iG a Córdoba

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