Meia do Vasco se destacou na semi da Copa do Brasil e pensa que título pode colocá-lo de volta na seleção

Se algum jogador merece o rótulo de herói da classificação do Vasco para a final da Copa do Brasil, este é Diego Souza . Destaque da vitória por 2 a 0 sobre o Avaí , na noite desta quarta-feira, na Ressacada, o camisa 10 marcou duas vezes na emocionante decisão de 180 minutos contra a equipe catarinense. Foi dele o gol de pênalti, aos 48 minutos do segundo tempo, no empate em 1 a 1 na primeira partida, em São Januário. E foi dele também o segundo, por cobertura, diante de quase 17 mil pessoas em Florianópolis.

“Eu sabia que uma hora ele ia jogar bem e ter uma sequência. Diego está pagando pelo que não jogou em 2010”, disse o técnico Ricardo Gomes, que chegou a admitir, rodadas atrás, que o meia estava devendo. “(Diego Souza) chegou, precisou se adaptar, ganhar ritmo e agora parece que engrenou. Vem tendo uma sequência boa de jogos, a tendência é adquirir confiança e voltar a ser o jogador que brilhou no Palmeiras e no Grêmio”, completou o treinador.

Os elogios não partiram apenas do comandante. O presidente e eterno camisa 10 Roberto Dinamite considerou a apresentação do meia, na vitória sobre o Avaí, a melhor desde a sua chegada. Dinamite disse que finalmente viu a histórica camisa bem representada. “Diego foi muito bem. Ele jogou o que se espera dele. Desequilibrou no momento certo, estamos orgulhosos. Foi atuação digna de um camisa 10 que o torcedor do Vasco espera”, comentou o dirigente.

O jogador recebeu bem os elogios. Fez questão, primeiro, de dividir o mérito com o restante do grupo. Disse que não joga sozinho e que a vitória aconteceu porque dentro de campo houve coletividade. Há momentos, no entanto, em que a individualidade se destaca. E é o que tem acontecido com ele. Depois de se sair bem contra o Atlético-PR, principalmente na primeira partida, em Curitiba, ele acaba de ser decisivo na semifinal.

Inevitavelmente, o assunto seleção brasileira vem à tona. Diego fala que o título da Copa do Brasil pode encurtar este caminho.

“Um título ajudaria, sim. Sei que é difícil estar na seleção porque há muitos jogadores de nível, mas botei na minha cabeça que vou voltar. Tenho confiança no meu potencial, no meu trabalho e quero me destacar para ser lembrado. Hoje, me vejo em condições de vestir a camisa do Brasil novamente”, disse o camisa 10 vascaíno, convocado por Dunga em 2009.

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