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Em entrevista ao Extra, técnico do Vasco quebra o silêncio e reconhece ter sido negligente com a própria saúde

Agência Globo
Ricardo Gomes com a faixa de campeão da Copa do Brasil 2011. O título foi conquistado após vitória do Vasco sobre o Coritiba na final
A fala ainda apresenta leve dificuldade motora, mas nada que a fonoaudiologia não corrija. A cadeira de rodas deu lugar a um par de muletas. A recuperação de Ricardo Gomes caminha a passos largos e já faz o técnico do Vasco , vítima de um AVC hemorrágico no fim de agosto, planejar seu retorno aos gramados. Em entrevista ao Jogo Extra, suplemente esportivo do jornal Extra, o treinador quebra o silêncio e fala de seus planos para comandar o time na campanha da Libertadores.

“É claro que vou voltar. Os médicos dizem que posso trabalhar normalmente. Mas ainda não estou andando como antes. É preciso ter um pouco de calma”, conta Ricardo Gomes, programando sua volta à rotina a São Januário no começo de 2012. “Vamos ver... Penso em voltar em fevereiro. Eu e os médicos estamos tentando fazer o melhor possível”.

Antes, porém, ele pretende ir ao clube nas rodadas finais do Campeonato Brasileiro . Ricardo ainda não saiu de casa, é submetido a sessões diárias de fono e fisioterapia, mas em novembro está disposto a matar saudade de São Januário e dos ompaheiros.

“Se eu conseguir, será ótimo. Vou tentar. Mas estou vendo todos os jogos pela televisão. Comecei a assistir ainda no CTI, quando o Vasco enfrentou o Figueirense”.

Dez quilos mais magro, o treinador lembra que o pai teve o mesmo aos 43 anos. Salvou-se no primeiro, mas não resistiu ao segundo, aos 86. O treinador não quer repetir os erros do pai. Na entrevista, ele admite ter sido negligente com a própria saúde. Desta vez, porém, promete mais cuidados com o controle da pressão.

“Tudo isso aconteceu porque fui burro. Tenho que ter mais cuidado. Eu não tomava remédio de pressão. E isso é tão simples...”.

Sobre a campanha do Vasco, líder do Brasileiro com 50 pontos, ele diz que tem assistidos aos jogos pela televisão. Tem gostado do trabalho do amigo e auxiliar Cristóvão Borges e aposta no título. “Estou esperançoso. O time está indo muito bem. Se passar pelo Internacional, temos tudo para ir longe”.

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