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Ricardo Gomes chega promovendo a paz no Vasco

Treinador torce pela reintegração de Carlos Alberto e Felipe. Contra o Volta Redonda, ficará nas tribunas

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

Nos anos 80, Roberto Dinamite tirava o sono de Ricardo Gomes nos clássicos entre Vasco e Fluminense. Três décadas depois, o ex-zagueiro tricolor é agora o maior aliado de Dinamite na luta pela retomada do orgulho cruzmaltino. Gomes foi apresentado esta tarde, em São Januário, como novo treinador. Não comanda o time nesta quinta-feira, contra o Volta Redonda, em São Januário, mas já anunciou sua primeira medida: reintegrar os meias Felipe e Carlos Alberto.

“Foram vários os tópicos que conversamos pela manhã. E um deles foi este. O presidente, primeiro, vai ter uma conversa com os jogadores. Resolverão a parte disciplinar, depois falarão comigo, volta a falar com o presidente depois. Se tudo der certo, eles estarão conosco”, frisou o novo comandante.

Ricardo Gomes trabalhou com Felipe no Flamengo e com Carlos Alberto no Fluminense. O treinador elogiou a postura e o comprometimento de ambos, mas não quer interferir na “chamada” que Dinamite ainda quer dar nos dois. O caso de Carlos Alberto foi o mais grave, já que o capitão vascaíno e o dirigente quase chegaram às vias de fato no vestiário, após a derrota para o Boavista.

Dinamite exige uma retratação pública. Depois que a crise interna for solucionada, a reintegração caberá a Ricardo Gomes, que, por sua vez, quer contar com a camisa 19 e com Felipe. “O melhor a se fazer neste momento é colocar para treinar. Põe para treinar, a gente conversa e depois e nos acertamos”, destacou Gomes. “O ruim, para eles e para o clube, é deixá-los parados”.

AE
Ricardo Gomes com Roberto Dinamite, ex-adversário em campo e agora chefe fora dele

O treinador ganhou a batalha com René Simões, outro nome sondado em São Januário para substituir Paulo César Gusmão. Depois de acertarem tudo pela manhã, Gomes chegou ao clube às 15h, reuniu-se por longo tempo com o gerente de futebol Rodrigo Caetano e às 17h30 concedeu sua primeira entrevista coletiva como comandante do Vasco.

Foi uma apresentação discreta, não houve sequer camisa para fotos e outras badalações. Exaltando a força da instituição, o técnico falou do orgulho de trabalhar no clube. Agradeceu o convite do presidente e prometeu trabalhar 24 horas por dia para tirar o time da má fase. Lanterna no Grupo A da Taça Guanabara, com quatro derrotas em quatro partidas, o Vasco tem pela frente três jogos restantes para o fim do primeiro. A sensação, observando de fora, é falta de confiança. Pelo menos esta é a opinião do treinador.

“O time, você nota, perdeu a confiança. Tem que recuperar a confiança e a autoestima. Recuperar isso é muito difícil”, analisou o técnico, emendando: “Mas no domingo deu pra ver que o grupo deu uma outra resposta no segundo tempo. Voltou bem no segundo tempo e quase empatou. Isso é bom sinal, vou explorar e estimular essa reação”.

Para o jogo desta quinta, ele apenas observará a equipe. O interino Gaúcho dirigirá o time à beira do gramado. Ricardo Gomes considera incoerente tirar conclusões pelo que ele viu apenas pela televisão.

“Tenho, sim, minha opinião sobre o elenco, mas acredito que ela vá mudar no dia a dia. No dia a dia você encontra soluções. De casa é uma coisa e na beira do campo é outra. No trabalho de campo você conhece os jogadores, vê a melhor maneira de eles se completarem. O jogo tem uma interferência psicológica muito grande. Não posso comandar pessoas de quem não sei nada a respeito”.
 

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