Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Reunião do Conselho reflete crise profunda vivida pelo Palmeiras

Encontro mostrou fragilidade em várias áreas do clube e evidenciou a dificuldade para contratar reforços

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Uma reunião entre os membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras realizada no meio da última semana resumiu a profunda crise que o clube atravessa neste momento em todos os setores: político, financeiro, marketing, administrativo e, o que mais interessa o torcedor, da chegada de reforços. A reunião também contou com a presença de Arnaldo Tirone e do vice-presidente financeiro, Walter Munhoz.

Veja tambem: César Sampaio promete quatro "camarões" a Felipão até o Réveillon

A notícia que deve desagradar Luiz Felipe Scolari é a de que Diego Tardelli, do Anzi (Rússia) dificilmente será reforço. Apesar do clube russo facilitar as negociações, Arnaldo Tirone ainda considera a pedida cara. Segundo o próprio presidente informou na reunião, a chegada do atacante custaria cerca de 5 milhões de euros por 50%, além de bônus milionários caso Mano Menezes o convocasse para a seleção brasileira. O salário de Tardelli ainda estava estimado em R$ 500 mil.

Outro ponto crítico foi a reprovação das contas do clube por 9 votos a 5. Com o argumento de a dívida segue estagnada, a maioria dos conselheiros votou contra o orçamento do último mês. Durante a votação, houve troca de críticas e palavras mais ásperas. O ex-presidente Mustafá Contursi recebeu críticas por votar contra o balanço, mesmo tendo feito parte da base aliada que elegeu o atual presidente. Ele respondeu afirmando que a política de austeridade não está sendo empregada como deveria.

Leia também: Palmeiras se enrola com planos de 2012 dentro e fora de campo

Ainda no aspecto financeiro, Walter Munhoz se mostrou preocupado com o encaminhamento do clube para gerar novas receitas para 2012. O vice-presidente pediu ao departamento de marketing para trabalhar com mais força, com o objetivo de arrecadar mais dinheiro para que investimentos possam ser feitos sem dor de cabeça.

A preocupação de Munhoz se justifica porque, na mesma reunião, Arnaldo Tirone anunciou que a Unimed também não pretende renovar o contrato de patrocínio, que vence no próximo mês. Essa seria a segunda perda do clube em um mês, já que a Fiat também anunciou que não renovará o acordo que termina no último dia deste ano. Até por isso, o trabalho de Rubens Reis, diretor de marketing, foi colocado em dúvida e sua cabeça voltou a ser pedida pelos mais exaltados.

Reprodução
As contas do Palmeiras no mês de dezembro não foram aprovadas pelo COF

Rubens também é um dos responsáveis, ao lado do diretor jurídico, Piraci Oliveira, pelas negociações do clube para a contratação de uma nova assessoria de imprensa. Sobre o assunto, houve discussão entre Mustafá Contursi e Arnaldo Tirone por causa de Fábio Finelli, um dos funcionários do setor que deve continuar em 2012. O ex-presidente alega que Finelli fazia parte de um grupo que só o xingava enquanto ele geria o clube. Tirone saiu em defesa e afirmou que o atual assessor continuará no clube na próxima temporada. Mesmo assim, um acordo entre as partes ainda não foi assinado.

No campo administrativo e jurídico, que ainda sofre com as saídas do ex-gerente administrativo Sérgio do Prado e do ex-advogado do clube André Sica, o Palmeiras confirmou que atrasou o pagamento e que precisou renegociar a dívida pela rescisão de Ewerthon. A atual gestão ainda foi colocada em cheque pela incapacidade de definir a rescisão de Kleber e pela demora em anunciar oficialmente o lateral esquerdo Juninho, contratado do Figueirense. A falta de experiência no tipo de negociação dos atuais responsáveis atrasa todos os processos burocráticos.

Prevendo que terá dificuldades na hora de costurar alianças políticas para a eleição no início de 2013, Arnaldo Tirone também já começou a fazer reuniões com grupo de oposição na semana passada. Sem a previsão de que o estatuto será mudado para as eleições diretas, o atual presidente precisa contar com votos que não terá mais no ano que vem: cerca de 80 aliados de Mustafá Contursi. 

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG