Encontro mostrou fragilidade em várias áreas do clube e evidenciou a dificuldade para contratar reforços

Uma reunião entre os membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras realizada no meio da última semana resumiu a profunda crise que o clube atravessa neste momento em todos os setores: político, financeiro, marketing, administrativo e, o que mais interessa o torcedor, da chegada de reforços. A reunião também contou com a presença de Arnaldo Tirone e do vice-presidente financeiro, Walter Munhoz.

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A notícia que deve desagradar Luiz Felipe Scolari é a de que Diego Tardelli, do Anzi (Rússia) dificilmente será reforço. Apesar do clube russo facilitar as negociações, Arnaldo Tirone ainda considera a pedida cara. Segundo o próprio presidente informou na reunião, a chegada do atacante custaria cerca de 5 milhões de euros por 50%, além de bônus milionários caso Mano Menezes o convocasse para a seleção brasileira. O salário de Tardelli ainda estava estimado em R$ 500 mil.

Outro ponto crítico foi a reprovação das contas do clube por 9 votos a 5. Com o argumento de a dívida segue estagnada, a maioria dos conselheiros votou contra o orçamento do último mês. Durante a votação, houve troca de críticas e palavras mais ásperas. O ex-presidente Mustafá Contursi recebeu críticas por votar contra o balanço, mesmo tendo feito parte da base aliada que elegeu o atual presidente. Ele respondeu afirmando que a política de austeridade não está sendo empregada como deveria.

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Ainda no aspecto financeiro, Walter Munhoz se mostrou preocupado com o encaminhamento do clube para gerar novas receitas para 2012. O vice-presidente pediu ao departamento de marketing para trabalhar com mais força, com o objetivo de arrecadar mais dinheiro para que investimentos possam ser feitos sem dor de cabeça.

A preocupação de Munhoz se justifica porque, na mesma reunião, Arnaldo Tirone anunciou que a Unimed também não pretende renovar o contrato de patrocínio, que vence no próximo mês. Essa seria a segunda perda do clube em um mês, já que a Fiat também anunciou que não renovará o acordo que termina no último dia deste ano. Até por isso, o trabalho de Rubens Reis, diretor de marketing, foi colocado em dúvida e sua cabeça voltou a ser pedida pelos mais exaltados.

As contas do Palmeiras no mês de dezembro não foram aprovadas pelo COF
Reprodução
As contas do Palmeiras no mês de dezembro não foram aprovadas pelo COF

Rubens também é um dos responsáveis, ao lado do diretor jurídico, Piraci Oliveira, pelas negociações do clube para a contratação de uma nova assessoria de imprensa. Sobre o assunto, houve discussão entre Mustafá Contursi e Arnaldo Tirone por causa de Fábio Finelli, um dos funcionários do setor que deve continuar em 2012. O ex-presidente alega que Finelli fazia parte de um grupo que só o xingava enquanto ele geria o clube. Tirone saiu em defesa e afirmou que o atual assessor continuará no clube na próxima temporada. Mesmo assim, um acordo entre as partes ainda não foi assinado.

No campo administrativo e jurídico, que ainda sofre com as saídas do ex-gerente administrativo Sérgio do Prado e do ex-advogado do clube André Sica, o Palmeiras confirmou que atrasou o pagamento e que precisou renegociar a dívida pela rescisão de Ewerthon . A atual gestão ainda foi colocada em cheque pela incapacidade de definir a rescisão de Kleber e pela demora em anunciar oficialmente o lateral esquerdo Juninho, contratado do Figueirense. A falta de experiência no tipo de negociação dos atuais responsáveis atrasa todos os processos burocráticos.

Prevendo que terá dificuldades na hora de costurar alianças políticas para a eleição no início de 2013, Arnaldo Tirone também já começou a fazer reuniões com grupo de oposição na semana passada. Sem a previsão de que o estatuto será mudado para as eleições diretas, o atual presidente precisa contar com votos que não terá mais no ano que vem: cerca de 80 aliados de Mustafá Contursi. 

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