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Reunião barra "golpe" de Mustafá Contursi. Tirone defende Felipão

Conselheiros do Palmeiras separam votação de eleição direta e de Conselho Gestor e criticam treinador

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Após um protesto de cerca de 400 pessoas que resistiu à forte chuva, uma importante mudança estatutária no Palmeiras passará a ser votada individualmente, evitando o que os oposicionistas classificavam como golpe do ex-presidente Mustafá Contursi. Uma reunião que durou cerca de 4 horas definiu, entre outras coisas, que o pedido por eleições diretas, com a participação dos associados, será votada pelo Conselho Deliberativo em uma reunião extraordinária, apenas com esse item em pauta. O Conselho Gestor proposto por Mustafá, que tira o comando do futebol das mãos do presidente do clube, também pode ser votado , mas em uma outra ocasião.

Veja também: Palmeirenses protestam por eleições diretas e contra Mustafá

Durante a reunião, o presidente do Conselho Deliberativo, José Ângelo Vergamini, tentou defender a votação das duas mudanças de forma conjunta, mas acabou cedendo à pressão de seus companheiros e também dos vários torcedores que estavam na porta do CT. Até mesmo Mustafá e um de seus fieis escudeiros, que hoje é diretor jurídico do clube, Piraci de Oliveira, acabou aceitando que a votação dos dois itens juntos não fazia sentido.

Piraci, por sua vez, chegou a propor a criação de uma nova comissão estatutária. A proposta foi prontamente recusada, já que também foi considerada como tentativa de adiar a mudança no estatuto para que o presidente seja eleito por voto direto, com a participação dos associados. Nomes como o de Antônio Carlos Corcione, Gilberto Cipullo, Tarso Gouveia, Luiz Gonzaga Belluzzo, Vicente Criscio e Ricardo Galassi também fizeram discursos para que as votações dos itens fossem feitas de forma separada.

Caso fosse votada em conjunto e aprovadas, o sócio iria eleger um presidente que funcionaria como Rainha da Inglaterra, sem ter poderes efetivos.

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Acionada no caso, a Justiça Comum também afirma que Vergamini tem 15 dias para dar explicações do motivo de não convocar a assembléia extraordinária mesmo com o pedido assinado por mais de 60 conselheiros.

Saiba também: Bagunça administrativa coloca gerente financeiro em saia justa

O diretor jurídico, Piraci de Oliveira, ainda foi questionado por Luiz Carlos Granieri sobre sua atitude, revelada pelo iG, de tirar o Palmeiras dos eventos Fifa em 2013 e 2014 . Ele se explicou dizendo que foi interpretado de maneira errada pelo COL (Comitê Organizador Local) e que estava dando apenas seu parecer jurídico.

Relembre: Mustafá Contursi age para manter Palmeiras no amadorismo

Tirone ainda foi questionado sobre os insistentes ataques que Luiz Felipe Scolari faz ao clube na mídia, como chamar os jogadores de atleta de várzea e até de dizer que a base do clube não conseguia fornecer jogadores de qualidade. O presidente disse que entende as reclamações, mas disse que não abriria mão de contar com o pentacampeão no banco de reservas.

 

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