Treinador melhorou aproveitamento de pontos à frente do São Paulo, mas, mais uma vez, não conquistou títulos

A queda do técnico Paulo César Carpegiani em sua segunda passagem pelo comando do São Paulo teve basicamente os mesmos ingredientes da primeira demissão, ao final de uma temporada completa à frente do clube, em 1999. Assim como naquela ocasião, o treinador obteve números gerais considerados bons, mas caiu por não conseguir levar o time a nenhuma decisão.

Naquela primeira passagem, Carpegiani comandou o time por 68 jogos, obtendo 41 vitórias, 9 empates e 18 derrotas, com um aproveitamento de 64,18% dos pontos disputados. No entanto, disputou cinco competições - Campeonato Paulista, Rio-São Paulo, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Copa Mercosul - e o máximo que conseguiu foi chegar a três semifinais.

No atual “mandato”, o treinador completou 46 partidas desde o dia 4 de outubro de 2010, quando foi apresentado oficialmente, até a derrota diante do Flamengo . No período, foram 29 vitórias, 4 empates e 13 derrotas, com um aproveitamento de 66%, pouco melhor que o da primeira passagem.

Apesar de bom aproveitamento de pontos, Carpegiani não conseguiu sequer levar o São Paulo a uma final de campeonato
Divulgação
Apesar de bom aproveitamento de pontos, Carpegiani não conseguiu sequer levar o São Paulo a uma final de campeonato

Os resultados mantiveram Carpegiani, agora com 114 jogos pelo São Paulo, em quinto lugar no ranking de treinadores com melhor aproveitamento na história do clube, atrás apenas de Joreca, Jim Lopes, Armando Renganeschi e Osvaldo Brandão. E à frente de nomes como os de Muricy Ramalho, tricampeão brasileiro consecutivo pelo clube, e Telê Santana, bicampeão mundial e da Copa Libertadores.

Desta vez, foram quatro as competições disputadas por Carpegiani. No Brasileirão do ano passado, ele assumiu o time na 28ª rodada, após um empate por 0 a 0 contra o Avaí na Ressacada, que derrubou o interino Sérgio Baresi. O time, então, ocupava a 11ª posição. Com o novo técnico, teve ligeira melhora e terminou a competição em nono, mas longe do objetivo de alcançar a vaga na Libertadores 2011.

Em 2011, a primeira eliminação, no Campeonato Paulista , teve exatamente os mesmos traços das quedas de 1999. Depois de obter a melhor campanha na fase de classificação, o São Paulo chegou à semifinal, mas acabou derrotado pelo Santos - na primeira passagem do treinador, a eliminação foi diante do Corinthians.

Já na Copa do Brasil, a queda aconteceu uma fase à frente, nas quartas de final, diante do Avaí - em 1999 a eliminação veio logo nas oitavas de final, após empate por 1 a 1 e derrota por 3 a 1 diante do Botafogo.

Após um bom começo de Campeonato Brasileiro em 2011, onde conquistou cinco vitórias nas cinco primeiras partidas, o técnico viu a derrocada do São Paulo na goleada sofrida diante do Corinthians, 5 a 0 - em 1999, uma goleada para o rival por 4 a 0 aconteceu na semifinal do Paulistão -, e nas derrotas para os cariocas Botafogo e Flamengo.

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