Técnico não gostou das vaias recebidas pela dupla durante partida com o Caxias

Pela quarta vez, a segunda ainda no primeiro tempo, a história se repetiu. Carlos Alberto fracassou no meio campo e foi substituído por Bruno Collaço. Só a partir desta troca feita por Renato Gaúcho, aos 27 minutos, que o Grêmio começou a equilibrar o confronto com o Caxias e rumou para o título da Taça Piratini do Gauchão .

Mesmo assim, o treinador defendeu o ex-vascaíno – fez o mesmo com Gilson vaiado pela torcida. Disse que ele não desaprendeu a jogar, admitiu a necessidade de recuperar a forma física e também cobrou obediência tática.

“O Carlos Alberto vinha pegando a camisa e jogando. Saía do departamento médico sem condições físicas para atuar. Temos de reeducá-lo taticamente. Vamos acertar o posicionamento dele. Peço ao torcedor mais paciência”, explicou Renato.

O problema é que a escalação do meia revela-se arriscada. Contra o Caxias, ele nem articulava e tampouco marcava. Gilson teve problemas de marcação e também não conseguiu atacar. A cada erro era vaiado. Em determinado momento, Renato virou para as arquibancadas e pediu que o protesto terminasse.

“O torcedor sabe que eu faço tudo pelo Grêmio. Me veio à memória o caso do Jonas. Sei que o torcedor paga ingresso, tenho um grande respeito por ele, mas os jogadores não vão acertar todas as horas. Não posso a cada dez minutos tirar um jogador. Entendo essa meia dúzia que vaiou, mas somos imortais, e de virada é sempre melhor”, comentou o técnico.

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