Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Renato Gaúcho cobra direção do Grêmio e cita Inter como exemplo

Treinador reclamou contra a falta de reforços às vésperas de clássico que decidirá turno do Gauchão

Hector Werlang, iG Porto Alegre |

Gazeta Press
Direção do presidente Paulo Odone foi criticada pelo treinador
O que antes era uma crítica velada virou nesta sexta-feira uma reclamação pública. Em uma entrevista recheada de "letras" à direção do Grêmio, na qual também comentou a dispensa de Carlos Alberto, o técnico Renato Gaúcho chiou contra a falta de reforços e citou o Internacional como exemplo de gestão de futebol às vésperas do clássico Gre-Nal de domingo pelo Campeonato Gaúcho.

Tudo começou quando um repórter propôs a comparação entre as duas equipes que se enfrentam, às 16h, no Beira-Rio, pelo título do segundo turno. Renato lembrou as saídas de Jonas, Fábio Santos e Paulão e as lesões de André Lima, Lúcio e Victor – o grupo conta com 38 jogadores. Então, mandou um recado à direção:

"Éramos criticados no ano passado e agora perdemos 50 ou 60% da potência. Tentamos de tudo, mas ninguém faz milagre. O grupo é bom, mas perdemos peças importantíssimas. O Inter trouxe alguns reforços e manteve a base do ano passado. Falam que a direção deve cobrar resultados, mas quem poderia estar cobrando era eu".

Foi a primeira fez que o treinador admitiu ter um elenco carente. Antes, adotava o discurso de defender seus jogadores e reiterava trabalhar com o grupo disponível. Ele, aliás, chegou a fazer um alerta recordando a situação do Fluminense de 2008, que chegou à decisão da Libertadores no primeiro semestre, mas no segundo quase foi rebaixado:

"Sabia que iam vender quatro jogadores. Avisei antes e pedi reforços. Os novos jogadores não chegaram e o Fluminense brigou para não cair".

Renato, por fim, fez uma previsão positiva para o Brasileirão.

"Vamos trazer os reforços que precisamos. O Grêmio está se mexendo", destacou.

Este foi o último capítulo de uma relação, por momentos, conflituosa entre o treinador e a direção. As opiniões adversas se revelaram quando Renato não quis treinar o time no Interior e quando o presidente Paulo Odone disse que o futebol apresentado não era suficiente para sem campeão, por exemplo, da Libertadores. Até o processo de renovação de contrato, conduzido pelos diretores Antônio Vivente Martins, José Simões e César Cidade Dias, foi polêmico.

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG