Zagueiro ganha apelido de mito, chega à seleção, marcar 12 gols, se torna líder no Vasco e vira destaque no site da Fifa

A entrevista de Dedé no site oficial da Fifa foi apenas mais um dois grandes momentos do zagueiro na temporada. Apelidado de “mito” e comparado a Beckenbauer , foi eleito melhor zagueiro do Carioca, chegou à seleção brasileira, despertou a cobiça do futebol internacional e hoje é unanimidade no Vasco

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O ano começou com o jogador em alta, após ótimo Campeonato Brasileiro. Ainda no primeiro semestre, começaram os interesses dos clubes europeus. Roma e Udinese – ambos da Itália – sondaram o Vasco e os representantes do zagueiro. Na sequência, veio o título da Copa do Brasil . Dedé começava a escrever a escrever seu nome na história do clube. A chegada de Ricardo Gomes contribuiu para a sua afirmação.

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“O Ricardo conversou muito comigo. Me deu muitas dicas. Se hoje me perguntarem dele, respondo dizendo que ele é mais do que um treinador. Ricardo é um mestre”, diz Dedeckenbauer, apelido carinhoso que ganhou da torcida em alusão ao ex-jogador e técnico alemão.

Dedé exibe a taça conquistada com a seleção brasileira
Arquivo pessoal
Dedé exibe a taça conquistada com a seleção brasileira
O rendimento de Dedé não parou de crescer. O clube promoveu uma eleição com sócios e torcedores para eleger o jogador que representaria o Vasco no seu aniversário de 113 anos. No meio de Fernando Prass, Juninho Pernambucano e Felipe, o zagueiro foi – disparado – o mais votado.

“Ele joga simples, faz o fácil. Por isso se destaca. Ele lembra o Thiago Silva, do Milan”, comenta Ricardo Rocha, destaque do time nos anos 90 e zagueiro tetracampeão do mundo, em 1994, atuando pelo Vasco.

Mas faltava aalgo ainda que o credenciasse como jogador de primeira linha: seleção brasileira . E ela veio nos amistosos contra a Argentina . Dedé fez parte da lista apenas de nomes que atuavam no Brasil. Titular, fez o simples. E gradou. Em São Januário, o técnico Cristóvão Borges costuma ouvi-lo quando se aproxima dos mais experientes.

“Ele é novo, mas entende bem das coisas. Enxerga o jogo, tem uma boa leitura. Dedé não é bobo, não”, adverte o treinador cruzmaltino.

Ele pode não ter a rodagem de Felipe e Juninho, mas já se coloca como líder. Tanto que na vitória de 5 a 2 sobre o Universitario , pela Copa Sul-Americana, no jogo em que vestiu pela centésima vez a camisa do Vasco, saiu de campo aos gritos com Bernardo, que em alguns momentos do jogo enfeitava as jogadas quando a classificação ainda não estava assegurada.

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“Se o Dedé fez isso é porque ficou irritado. Da próxima vez, o Bernardo não repete”, apoiou o atacante Eder Luis.

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