Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Rejeitado no Corinthians, nome Fielzão é registrado por empresário

Sem nenhuma ligação com o clube, dono de empresa em Cascavel, no Paraná, solicitou registro da marca

Paulo Passos, iG São Paulo |

Enquanto o Corinthians rejeita o uso do nome Fielzão para o seu estádio, que está sendo construído em Itaquera, um empresário no interior do Paraná já solicitou o registro da marca no Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). O clube por enquanto chama o palco que receberá a abertura da Copa do Mundo de 2014 de Arena Corinthians. O que os dirigentes querem é conseguir um patrocinador que pague para ter sua marca batizada como nome do estádio.

No último dia 27 de julho foi formalizado no Inpi, autarquia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, uma solicitação para registro da marca Fielzão. Dono de uma empresa em Cascavel, no interior do Paraná, Robson Silva de Jesus foi o autor do pedido, que corresponde ao uso exclusivo da para eventos esportivos, incluindo denominação de estádios.

Guilherme Tosetto
Em obras, estádio do Corinthians deverá ser inaugurado no final de 2013. Nome ainda não foi definido


VEJA TAMBÉM: Tabela completa da Copa do Mundo

“Não tenho interesse em entrar em conflito com o Corinthians. Quero usar a marca num projeto aqui em Cascavel”, afirmou o empresário ao iG, que admite que se inspirou no estádio do Corinthians. “Eu vi a disponibilidade e fiz o registro. Quero utilizar a marca para esses fins recreativos”, diz.

O Corinthians deixa claro que não quer usar a marca Fielzão. O diretor de marketing do clube, Luis Paulo Rosemberg, ainda desdenha do fato do pedido de registro da marca já ter sido feito. “Isso ai cai amanhã se a gente quiser”, afirma ao iG.

LEIA MAIS: Estádio do Corinthians é confirmado para abertura da Copa

O sonho de Rosemberg é que uma empresa banque parte da obra do estádio pagando pelo “naming rights”, batizando o estádio com o nome da companhia ou de algum produto a arena. “Vou queimar R$ 400 milhões? O Andrés já falou. Terá o nome de quem assinar o cheque. É simples”, afirma o cartola.

AE
Ronaldo participa de festa no estádio do Corinthians em Itaquera
Até agora, porém, o Corinthians ainda não conseguiu nenhuma empresa disposta a bancar o “naming rights”. Praxe nos Estados Unidos e na Europa, a medida ainda não pegou no Brasil.

O Atlético-PR foi pioneiro no país em vender o nome do estádio para uma empresa, a japonesa Kyocera. Porém, após o nome ser ignorado pelas emissoras de televisão, o contrato não foi renovado. O Corinthians diz ter acertado com a TV Globo que caso consiga uma empresa, o nome será citados nas transmissões da emissora.

Fielzão
Hoje descartado pelo Corinthians, Fielzão já foi nome de um dos projetos de estádio do clube. No final da década de 90, o clube assinou uma parceria com a Hicks, Muse, Tate & Furst. Uma das promessas da empresa era construir uma arena para os corintianos, que seria batizada de Fielzão.

“O projeto da Hicks foi a primeira vez que o nome foi usado. Nos projetos anteriores, era Corintianão”, lembra o jornalista e pesquisador Celso Unzelte. O projeto do Hicks acabou não saindo do papel e a parceria foi desfeita em 2003.

Leia tudo sobre: CorinthiansCopa 2014FifaItaquerão

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG