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“Rei do passe”, Xavi corre por fora na disputa da Bola de Ouro

Pelo terceiro ano consecutivo, jogador do Barcelona está entre os finalistas do prêmio da Fifa

Paulo Passos, iG São Paulo |

Ele não tem conta no Twitter, não divulga fotos no Facebook e nunca foi flagrado por paparazzi com modelos famosas. Apesar de ter patrocínios e salário milionário, está bem atrás que seus concorrentes no Bola de Ouro no quesito aparições  na mídia.

Aos 31 anos e com 1,70 m, Xavier Hernández i Creus justifica em campo – e, principalmente, com passes – a indicação para o prêmio da Fifa. Mais velho dos três indicados, foi ele também o que levou mais tempo para ser considerado craque. Até 2006, mesmo sendo admirado pela torcida do Barcelona , variava entre períodos como titular e épocas no banco de reservas.

Xavi disputa o prêmio com Lionel Messi e Cristiano Ronaldo

"As pessoas me diziam que eu não podia jogar no meio-campo porque precisava ser mais forte. Eu mostrei que não é necessário ser um jogador físico para ser um meio-campista de ponta", lembra Xavi , que faz dupla com Iniesta, que também tem 1,70 m, no melhor time do mundo.

A história na equipe principal do Barça começou em 1998, quando aos 18 anos, foi chamado para disputar a final da Supercopa da Espanha. Na estréia, o meia até marcou um gol, mas o Barça perdeu o título para o Mallorca.

A derrota não era um presságio. Em mais de 10 anos no time principal do clube, Xavi venceu todos os torneios possíveis. Com a seleção, também ganhou tudo que podia, inclusive uma inédita Copa para a Espanha.

Espelho vira “rival”

Desde que surgiu nas categorias de base do clube catalão, Xavi era apontado como o sucessor de Guardiola. Jogava na mesma posição do hoje técnico. Assim como ele, é catalão e havia iniciado a carreira no Barcelona ainda adolescente.

Getty Images
Xavi assumiu a posição deixada pela hoje técnico Guardiola
O problema é que a diferença de nove anos entre os dois fazia com que o jovem meia tivesse poucas chances, já que o “espelho” ainda seguia no auge. Mais do que isso, Guardiola era um mito no clube, motivo suficiente para fazer um novato se sentir pressionado.

“Aquilo era muito duro para mim. Eu me sentia um intruso no meio dos profissionais. As associações e comparações com Guardiola me incomodavam muito. Eu não queria ser comparado com ninguém, ainda mais com ele, que é um mito”, confessou Xavi à TV3, de Barcelona. “Ao mesmo tempo, ele sempre me ajudou em tudo. Não posso falar uma palavra ruim dele. Ao contrário, sempre estava ao meu lado, dava um conselho. Como técnico, me deu uma importância que eu nunca tive antes”, completou.

À sombra do ídolo, Xavi tinha poucas oportunidades no time. A primeira sequência de jogos ocorreu quando Guardiola teve uma lesão grave, em 2000. As comparações só aumentaram. Foi então, aos 19 anos, que o meia recebeu uma proposta milionária do Milan.

“Tudo se encaixava para eu ir: o tema econômico, a situação técnica, já que não era titular. Meu pai queria que eu fosse, mas eu não sentia que era o melhor. Não sentia, não tem uma explicação. A decisão lógica era ir, mas eu preferi ficar”, lembra.

Em 2001, Guardiola deixou o clube para jogar na Itália. Mesmo assim, Xavi não virou titular absoluto. Isso só aconteceu na sétima temporada como profissional, em 2004, quando jogou 44 partidas. O Barcelona vivia uma mudança de ciclo, com a chegada de Ronaldinho Gaúcho, e voltava a fazer frente ao maior rival Real Madrid.

Rei do passe

Tornou-se peça importante, mas nunca protagonista na equipe de Frank Rijkaard. Foi justamente com a chegada de Guardiola ao comando do time que ele passou a ser estrela. Com a saída de Ronaldinho, virou cobrador oficial de faltas. Na seleção, também passou a brilhar mais e foi eleito o melhor jogador da conquista da Euro 2008.

“A primeira coisa que faço quando tenho a bola é procurá-lo. E não só eu como todos aqui no Barça e na seleção. Xavi sabe sempre o que fazer com a bola. Eu brinco que é um seguro de vida para a gente”, elogia o zagueiro Puyol.

“O que eu faço é buscar espaços de forma contínua, pensar depressa. Todo o dia. Colocar a bola aqui? Não. Ali? Também não. E ai fazer a opção do passe. Só quem jogou sabe o quão difícil é isso. É como jogar Play Station”, afirmou Xavi recentemente, em entrevista ao jornal inglês The Guardian.

O primeiro técnico do meia concorda com a importância dele na equipe. “Messi é o número 1 do Mundo, é inegável. Agora, quem melhor reflete o jogo coletivo do Barcelona e da seleção espanhola é o Xavi. As duas equipes não são as mesmas sem ele”, afirma Joan Vilà, treinador das categorias de base do Barcelona.

 

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