Finalista da Copa América, a equipe que eliminou o Brasil nas quartas não venceu nenhum jogo

“Os empates nós perseguem”. Foi assim de forma bem humorada que Gerardo Martino, técnico do Paraguai explicou a classificação nas quartas de final da Copa América contra o Brasil . O empate havia sido o quarto do time, que depois voltou a terminar o jogo igual no marcador contra a Venezuela, que foi derrotada nos pênaltis.

Se repetir o roteiro contra o Uruguai neste domingo, às 16h, no estádio Monumental de Nuñez, o time de Martino pode conseguir o feito de levar o título sem uma vitória no tempo normal. Até agora o time empatou em 0 a 0 com o Equador, em 2 a 2 com o Brasil e 3 a 3 com a Venezuela, na fase de grupos. Depois, voltou terminou em 0 a 0 as partidas contra Brasil e Venezuela, nas quartas e semifinais, respectivamente.

Jogadores do Paraguai comemoram classificação para final após disputa por pênaltis
AFP
Jogadores do Paraguai comemoram classificação para final após disputa por pênaltis

“Todos dizem que não ganhamos nenhum jogo, mas há que se dizer também que não perdemos”, defendeu o volante paraguaio Édgar Barreto, na véspera da final contra o Uruguai.

Num rompante de sinceridade, surpreendente no futebol atual, o técnico e um dos principais jogadores do time, explicaram as classificações paraguaias nas fases finais da Copa América. “Podia falar de tática, porém vou ser mais sincero. Tivemos muita sorte”, disse Martino após eliminar o Brasil. “Tudo isso é incrível. Estamos tendo muita sorte”, admitiu Lucas Barrios.

Sem a bola
Além do placar igualado no final do jogo, outro dado se repetiu em todas as partida do Paraguai na Copa América. O time de Martino teve menos posse de bola que o adversário. “Se eu não posso ter 80% da posse de bole o que faço? Não me defendo?”, disse o técnico.

“Não somos o Barcelona , não sabemos ter a bola durante 70% do jogo. Se temos em 30% já é muito. Assim quando tenho a bola, o que faço? Me defendo, claro. Não é que eu goste, é o que eu tenho para fazer. Séria um suicídio pensar diferente”, defendeu, como de costume, o paraguaio.

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