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Reação na comemoração do gol salva Portuguesa de investigação

Procurador geral do TJD analisou imagens da vitória sobre o São Bernardo e descartou armação. Henrique pode ser investigado

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

A procuradoria do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) paulista analisou imagens da partida entre Portuguesa 1 x 0 São Bernardo e, com base nos gestos e no gol marcado por Ananias, não vê possibilidade na anulação do resultado. A Portuguesa se classificou em oitavo para o mata-mata do Paulistão, quando enfrentará o São Paulo, e o time do ABC foi rebaixado .

“Com base em três situações o jogo não teve problema: o gol, a comemoração e a entrevista do técnico da Portuguesa (Jorginho). O rapaz fez o gol e foi comemorar no alambrado. Sinceramente não me pareceu um gol sem querer. Isso elimina qualquer hipótese de armação”, disse ao iG o procurador geral do TJD-SP, Antonio Carlos Meccia.

A polêmica começou depois que o meia da Portuguesa Henrique, 20 anos, disse que os reservas do São Bernardo pediram para a equipe da capital maneirar quando o jogo estava 0 a 0 . O resultado livrava o São Bernardo do descenso e classificava a Portuguesa, já que o São Caetano perdia por 2 a 0 para a Linense.

“Conversamos com o pessoal em campo e eles acertaram ali, começaram a tocar a bola. Infelizmente para eles, a gente estava tocando a bola e ela sobrou na área. O Ananias falou que tentou errar o chute, mas infelizmente ele acertou o gol”, afirmou Henrique à TV Globo, logo após a partida. Ananias negou que tenha tentado errar o chute (apesar de quase tropeçar no lance).

Meccia disse que não ouviu a declaração de Henrique e que, no momento, não investiga o jogador. Mas que ele pode analisar a fita se entender que houve má-fé dos atletas. “Por enquanto não há investigação. Mas vou pedir para ouvir a declaração. Nesse caso somente o jogador ou jogadores poderão ser punidos, se houver prova da má-fé”, disse o procurador.

Henrique é revelação da Portuguesa e aparece com destaque, ao lado de outros três atletas criados na base, na edição de abril da revista mensal que o clube publica. Ele está há 13 anos no Canindé, desde os sete, e foi o principal jogador na conquista do Paulista sub-20 de 2010. O iG apurou que a pouca idade do atleta pode ser levada em conta para amenizar a declaração, feita ainda no calor da partida.

Polêmica

Em 2008, caso parecido acabou em banimento do volante Rafinha, então jogador do Toledo do Paraná. No caso, porém, o jogo contra o Marcílio Dias precisava ser repetido e por isso o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) aplicou a pena máxima ao atleta, que também deu declaração pós-jogo afirmando ter havido acordo entre os jogadores para que o duelo terminasse empatado.

Rafinha foi julgado novamente e absolvido e hoje tanta voltar a jogar pelo Paranavaí, do Paraná. O caso foi emblemático na Justiça Desportiva e hoje um atleta não pode ser banido diretamente. A pena mais dura é de 720 dias de suspensão (quase dois anos) - banimento só em reicidência.

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