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Futebol
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Rafael e Deola aproveitam drama de veteranos para se consolidarem

Com revelações no gol, Palmeiras e Santos apostam em jovens para esquecerem Marcos e Fábio Costa

Samir Carvalho e Danilo Lavieri, iG São Paulo |

O clássico entre Santos e Palmeiras neste domingo, às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro, pela 17ª rodada do Campeonato Paulista, expõe o encontro de dois goleiros – Rafael e Deola – que estão fazendo as torcidas esquecerem os ídolos Marcos e Fábio Costa. Os jovens goleiros aproveitam o drama vivido pelos veteranos para se consolidarem no gol de suas equipes.

“Primeiro é bom ver o Deola bem, um goleiro que batalhou bastante e saiu diversas vezes emprestado. Fico feliz pelas coisas estarem dando certas para ele, o Palmeiras tem a melhor defesa do campeonato. A maior responsabilidade para nós é vestir a camisa de um grande clube, fico feliz por estar no Santos e ele (Deola) no Palmeiras. Vestir a camisa do Santos é maior que substituir ídolos”, afirmou Rafael ao iG.

Marcos e Fábio Costa passam por episódios diferentes, mas ambos não conseguem mais voltara a atuar. O goleiro do Palmeiras briga contra dores no joelho esquerdo, que o incomoda desde o meio do ano passado. O camisa 12 já voltou a trabalhar com a bola, mas o joelho não está totalmente em condições para jogo.

“Quem decide é o treinador, não tenho de me meter nisso. Se o Marcos estiver bem, para mim ele é o titular. Embora eu vá perder com isso, mas para mim ele é o titular e tem de jogar. Tem de ver as condições dele, mas ele logo volta e jogar”, afirmou Deola.

AE
Deola aproveita oportunidade, utiliza discurso humilde e acredita que Marcos voltará como titular

A situação de Fábio Costa é ainda pior. Ídolo da torcida santista no título brasileiro de 2002, o goleiro não está nos planos de Atlético-MG e Santos e aguarda negociações com outros clubes para voltar a jogar futebol. O goleiro esperava rescindir o contrato com o clube mineiro, mas a diretoria santista vetou a rescisão, já que não pretende contar com Fábio Costa, que está emprestado ao Atlético até o final deste ano e tem vínculo com o Santos até 2013.

Enquanto goleiros experientes como Fábio Costa e Marcos não voltam aos gramados, as jovens revelações da camisa 1 vão aproveitando as oportunidades no futebol brasileiro. “Está mudando muito a cabeça de diretores. Eu estava vendo a entrevista do Rogério (Ceni), ele começou a jogar com 23 anos, eu ficou feliz por estar jogando no Santos com 20 anos. Tem uma safra muito boa de goleiros no Brasil”, disse Rafael.
 

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