Juan Manuel Santos diz entender que administração atual da modalidade no país é prejudicada pelos supostos vínculos de algumas equipes com narcotraficantes e paramilitares

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou nesta quarta-feira que o futebol em seu país deve mudar sua organização e métodos de administração para que não seja prejudicado pelos supostos vínculos de algumas equipes com narcotraficantes e paramilitares.

"Ou mudamos nosso futebol ou ele acabará, porque do jeito que vamos, não estamos bem", alertou Santos durante a cerimônia de entrega do prêmio Atleta do Ano promovido pelo jornal "El Espectador", conquistado pelo jogador de beisebol Edgar Rentería, campeão da liga americana com o San Francisco Giants.

Sobre as recentes especulações veiculadas pela mídia que dão conta da suposta influência do crime organizado em várias equipes de futebol profissional, Santos afirmou que o assunto não é novo e "causa verdadeira rejeição e repugnância". Anunciou medidas enérgicas para erradicar "qualquer tipo de associação macabra entre delinquentes e clubes esportivos".

"Que fique claro que não será uma caçada a bruxas, porque sabemos que a maioria dos dirigentes e promotores do esporte são pessoas de bem. Foi o que eu disse a todos os dirigentes de futebol com que me reuni diante desse problema", explicou.

O presidente da Colômbia lembrou ainda que atualmente se tramita uma lei no Congresso que promove a transparência nas finanças dos clubes esportivos, sua democratização e transformação em sociedades anônimas.

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