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Não trocaria o Fluminense por Real Madrid nem Barcelona, diz Emerson

Em entrevista exclusiva ao iG, o Sheik diz que gostaria de se aposentar nas Laranjeiras, declara seu carinho pelo clube, explica a polêmica com Zico e rebate a fama de baladeiro

iG São Paulo |

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Emerson nunca negou seu amor pelo Flamengo e reconhece que ficou assustado com o interesse do Fluminense. Lembra de uma campanha por parte da torcida vetando sua contratação e tem consciência de que quando assinou contrato com o clube até o final de 2012, não era  bem vindo-vindo nas Laranjeiras. Todos esses fatores seriam mais do que justificáveis para o atacante desistir de voltar ao Brasil para jogar no maior rival de seu ex-time. Mas como não costuma fugir de divididas, o Sheik (como é chamado) preferiu encarar de frente o desafio e provar que seu profissionalismo estava acima de qualquer escudo.

Emerson conquistou a vaga nos treinos, fez gols importantes e em sequência, se tornou fundamental no esquema armado por técnico Muricy Ramalho e virou unanimidade nas Laranjeiras em tempo recorde.

Vicente Seda
Emerson diz que filhos se identificaram mais com o Fluminense do que com o Flamengo

O atacante, que foi campeão brasileiro pelo Flamengo em 2009, acredita que conquistou a confiança do torcedor com um gesto simples, mas, no mínimo, arriscado. Ao ser apresentado diante de jornalistas e torcedores, ele se recusou a beijar o escudo do Fluminense e explicou, sem meias palavras, a razão de sua decisão corajosa.

Eu fui sincero e acredito que naquele momento não seria um sentimento verdadeiro da minha parte, afirma o jogador que não se imagina longe das Laranjeiras. Eu sou feliz demais aqui e não trocaria o Fluminense pelo Real Madrid nem pelo Barcelona. Se fosse para sair eu já teria saído, até porque recebi algumas propostas.

Mas Emerson não falou apenas de sua empatia com seu novo clube. Endiabrado diante dos zagueiros, Sheik reconhece que não consegue ter o mesmo desempenho quando ataca de babá de Emerson Filho, de cinco anos, e Henry, de três, batizado assim em homenagem ao ex-jogador de Arsenal e Barcelona. O atacante falou ainda sobre a polêmica com Zico, as contusões que o deixaram fora de combate por mais da metade do Brasileiro e rebateu a fama de baladeiro.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista de Emerson ao iG:

Identificação com o Fluminense
Eu adoro isso aqui, sou tratado muito bem pelos funcionários que não aparecem para a torcida, mas nos ajudam demais todos os dias. Eu estou aqui há quase um ano e não acho que seja impossível eu me tornar tricolor, mas quero que isso aconteça naturalmente. Eu não quero dizer que sou tricolor para agradar o torcedor. O carinho que eu tenho por esse clube é absurdo e hoje não trocaria o Fluminense pelo Real Madrid nem pelo Barcelona. Não trocaria mesmo, até porque se fosse para sair eu já teria saído.

Contrato
Eu tenho contrato até o final de 2012 e vou cumprir. Não existe a menor possibilidade de eu sair antes disso, como aconteceu no Flamengo, ano passado. Agora, se depois disso a diretoria quiser renovar eu acharei ótimo. Estou amarradão aqui e sem sombra de dúvidas eu encerraria minha carreira no Fluminense.

Lesões
É ruim porque nós precisamos do nosso corpo para trabalhar. O problema maior no meu caso foi que eu estava atravessando um momento muito bom e de repente senti a lesão na coxa. A tristeza de não poder jogar é enorme, mas quando você sabe da sua importância para o grupo é pior ainda. Foi muito doloroso não poder ajudar meus companheiros em vários jogos.

Fama de baladeiro
Eu tenho meu trabalho aqui, mas tenho minha vida também. Sei dos compromissos, mas se eu tiver uma festa para ir, eu vou. Procuro sair apenas para ambientes familiares. Uma vez ou outra eu vou para uma balada, mas nem curto muito porque hoje em dia ninguém respeita ninguém. Tenho uma vida pública e muitas vezes aparecem uns caras que beberam demais, mexem com sua mulher, te desrespeitam e você acaba tendo que reagir. Eu não sou contra quem sai, mas o cara tem que ser responsável com os horários de treino. Não adianta o jogador chegar para treinar bêbado, não conseguir e acabar com o trabalho de quem quer. Outro dia teve um colega de vocês que publicou numa coluna que eu andava fazendo festas até de madrugada num apartamento que eu tenho na Barra. Ele foi tão infeliz porque eu não durmo nenhuma noite fora de casa e esse apartamento está vazio faz tempo. Mas eu preferi não responder para preservar minha família. Certas coisas o cara tem que checar antes de escrever porque do outro lado tem uma família.

Filhos
Graças a Deus por conta do meu trabalho eles têm uma vida boa, mas são favelados demais iguais ao pai (risos). Acho que eles têm sangue de Nova Iguaçu mesmo, não tem jeito não. É difícil de segurar. Babá lá em casa de seis em seis meses pede demissão. Mas felizmente eles estão cheios de saúde, adoram futebol e já estão na escolinha. Dentro de campo é mais fácil, em casa é que é complicado. Mas é um problema bom. Eles ainda são crianças, mas se identificam muito mais com o Fluminense do que com o Flamengo quando eu jogava lá. Eles só andam com a camisa do Fluminense no corpo.

Zico
Eu jamais usaria o Flamengo para ganhar dinheiro. Até porque eu quando voltei de Dubai já estava bem financeiramente e não precisava disso. E o Zico nunca participou da negociação, então ele não era a pessoa mais indicada para falar sobre o assunto. Eu sei muito bem o que aconteceu, mas meses depois o encontrei numa churrascaria e fui cumprimentá-lo como admirador dele e a fim de dar um basta naquela polêmica. Eu pedi desculpa por alguma coisa que eu tenha falado ou feito e que não tenha agradado a ele, embora eu saiba da minha conduta durante toda a negociação. Nos abraçamos e acabamos com esse problema. Ele é um cara que eu admiro e por quem tenho muito respeito.

Início no São Paulo
O Cláudio, ex-jogador de Flamengo e Palmeiras, era do meu bairro e me viu jogando pelada. Ele gostou e pediu autorização à minha mãe para eu fazer um teste no São Paulo. Ela autorizou, eu joguei em todas as categorias de base lá e me profissionalizei em 1999. O técnico, inclusive, era o Carpegiani, que está lá novamente. Mas quando eu subi, passei quase o ano todo com a Seleção  Sub-21 e por isso pouco ficava no clube. No final do ano acabei jogando quatro ou cinco partidas e fui vendido para o Japão. Mas essa época só tinha fera lá, tirando eu. Kaká, Fábio Simplício, Julio Baptista, Fábio Melo, Renatinho, Fábio Aurélio, Luis Fabiano, todos subiram comigo.

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