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Guerra de turismo nos Emirados Árabes faz colorados preferirem Dubai

Maioria do torcedores está hospedada na cidade mais conhecida dos EAU, mas Abu Dhabi, palco do Mundial de Clubes, se abre para concorrer pelos turistas com Dubai

Marcel Rizzo, enviado iG a Abu Dhabi |

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A torcida do Internacional será a maior de visitantes em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, para acompanhar o Mundial de Clubes. Ainda não se sabe exatamente quantos desembarcarão até o dia 18 de dezembro, data da decisão, mas a maioria deles preferiu se hospedar em Dubai, cidade mais turística localizada a 230 km de Abu Dhabi.

Estamos trazendo 800 pessoas do Brasil, e menos de 50 preferiram ficar em Abu Dhabi, contou Ana Matos, gerente de uma operadora de turismo que serve a torcedores na viagem aos Emirados.

A preferência é por uma questão de conveniência. Abu Dhabi, palco dos jogos do Mundial, é hoje o emirado mais rico dos EAU (sete emirados formam o país). O petróleo na região ainda é abundante, diferente de Dubai, mas Abu Dhabi é uma cidade em construção. E bem menos ocidentalizada. Nas ruas de Abu Dhabi se vêem muito mais homens de túnica e mulheres de burca do que em Dubai, onde é normal mulheres estrangeiras andarem de mini-saia.

As praias de Dubai são menos conservadoras e mais bonitas, chamariz maior para os turistas. Como o petróleo neste emirado está escasso (representa apenas 6% do PIB ¿ Produto Interno Bruto ¿ local), os xeques que comandam Dubai precisaram abrir a cidade ao turismo. E para chamar europeus, asiáticos e norte-americanos, principalmente, tiveram que fechar os olhos para os costumes ocidentais a fim de atrair essas pessoas à cidade.

Dubai é uma cidade muito bonita. Preferimos ficar lá para conhecer mesmo, visitar as praias. Mas queremos saber como é Abu Dhabi também, contou Elio Fernandes, que estava acompanhado da mulher Dilce e da filha Greice na porta do CT Sultan Nin Zayed, local de treino do Inter em Abu Dhabi.

Desenvolvimento
As obras em Abu Dhabi não param. Canteiros estão por toda a cidade, que constrói pontes, avenidas, mas principalmente prédios suntuosos, como os de Dubai. O emirado rival é conhecido por ter as construções mais espetaculares do planeta, e Abu Dhabi, que pretende se abrir para o turismo, deve seguir o mesmo caminho.

Se tem o ponto turístico religioso mais famoso do país, a Grande Mesquita, que tem o nome do xeque que governou o local por anos, Zayed Bin Sultan Al Nayhan, Abu Dhabi também construiu um circuito, que recebe desde 2009 a Fórmula 1. E quase anexo a ele a Ferrari projetou um parque de diversões, que é o maior do mundo in door (coberto) e que já está em funcionamento. Tudo isso construído em uma ilha artificial, chamada de Yas Island, que na previsão do governo local em dez anos pode superar Dubai como ponto turístico no país.

Ainda não há competição porque em Dubai é possível encontrar passeios de helicóptero, lancha, saltos de paraquedas, além de poder consumir bebida alcoólica com um pouco mais de liberdade. A noite na cidade preferida pelos colorados para ficar no Oriente Médio também é mais aberta, apesar de Abu Dhabi, principalmente em Yas Island, ter sido construída uma grande arena para shows e festa. Dia 16 de dezembro, por exemplo, a banda Guns N Roses fará um show para público estimado de 2 mil pessoas.

Ainda não vimos nada em Abu Dhabi. Queríamos alguns autógrafos dos jogadores do Inter, mas não conseguimos. Vamos voltar para Dubai e fazer um pouco de turismo, contou Eduardo Bertholdo, que na quinta-feira foi até o aeroporto esperar a delegação do Inter, mas acabou sem vê-los porque saíram direto pela pista.

Até sábado que vem, 18 de dezembro, vários colorados desembarcarão nos EAU. Principalmente em Dubai (que tem voo direto com São Paulo, ao contrário de Abu Dhabi, onde para chegar é preciso fazer conexão em Dubai, Doha ou Europa). Mas o destino final deles será Abu Dhabi na esperança de ver o Inter bicampeão mundial.

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