Esse negócio de vídeo com a avó ou o filho chorando não é comigo : afirma Muricy Ramalho - Futebol - iG" /
Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Esse negócio de vídeo com a avó ou o filho chorando não é comigo: afirma Muricy Ramalho

Treinador do Fluminense não acredita na prática de palestras e vídeos motivacionais às vésperas de uma final. Já um psicólogo na comissão técnica é muito bem-vindo

Marcello Pires, iG Rio de Janeiro |

 

Esse negócio de palestra e vídeos motivacionais às vésperas de um jogo decisivo não faz o estilo Muricy Ramalho. Famoso pela frase meu nome é trabalho, o treinador do Fluminense confirma que é avesso a essa prática comum na filosofia de muitos técnicos, mas explica que não é contra a presença de um psicólogo dentro do futebol, desde que esse profissional faça parte da comissão técnica e não apareça apenas em momentos oportunos.

Esse negócio de vídeo antes dos jogos com a vovó ou filhinho chorando ou um parente desejando boa sorte não existe comigo. Eu acredito sim no trabalho e na ajuda de um psicólogo do esporte, que faça parte de uma comissão técnica. Existem muitos profissionais preparados para isso. Agora, o cara que vem para dar uma palestra antes de uma decisão e o time ganha, para mim é apenas uma coincidência, afirmou, sem meias palavras,Muricy.

O treinador vai ainda mais longe. Para ele, esse tipo de prática motivacional mais atrapalha do que ajuda. Dono de um currículo dos mais vitoriosos da atualidade e campeão em diversos estados e em outros países, o treinador do Fluminense conta que muitas vezes esse tipo de motivação exagerada acaba surtindo um efeito contrário dentro de campo.

Eu acho isso apelativo e já vi muito jogador sentir em campo. O cara já fica na concentração longe da família por muito tempo e de repente assiste a um vídeo com um parente dele chorando, o jogador entra em campo arrasado. O cara passa da bola, passa do ponto. Isso não ajuda em nada,explicou o treinador.

No entanto,com passagens entre alguns dos maiores clubes do país, como São Paulo, Internacional, Palmeiras e agora Fluminense, Muricy acredita que esse tipo de prática em um clube pequeno tem um propósito diferente e pode até ser positivo.

A coisa é diferente quando você dirige um clube pequeno, que não tem nenhuma estrutura e muitas vezes os caras não têm dinheiro para comer porque o salário atrasa. Eu mesmo já tirei do meu bolso para dar dinheiro para jogador almoçar. Ai você abraça o cara, fala vamos lá e o motiva da melhor maneira que você pode. Mas em um clube grande como o Fluminense você não tem que ser um motivador, e sim um cobrador,disse. 

Leia tudo sobre: campeonato brasileirofluminensefutebol

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG