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Árabes do elenco do Inter, Sóbis e Alecsandro mostram intimidade com costumes locais

Apesar de futebol ter poucos fãs em Abu Dhabi, brasileiros foram ovacionados por imprensa do país. Jogadores, exceção entre os brasileiros que passam pelos EAU, elogiaram país

Marcel Rizzo, enviado iG a Abu Dhabi |

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A aglomeração sobre dois jogadores durante a primeira entrevista dos jogadores do Internacional em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, causava estranheza. Os árabes não são fãs número 1 de futebol (preferem críquete ou golfe) e os poucos que são viciados no futebol inglês. Por que então Alecsandro e Rafael Sóbis foram quase engolidos pelos jornalistas locais que acompanham o Mundial de Clubes?

Acho que deixamos uma boa imagem aqui, talvez. E se o povo não gosta tanto de futebol, os que gostam são fãs dos brasileiros. São muitos jogando por aqui, explica Alecsandro, que em 2008 defendeu o Al-Wahda, curiosamente o atual campeão local e clube convidado pela Fifa para disputar a competição.

Os dois jogadores serão espécie de guia dos outros nos Emirados, apesar de o técnico Celso Roth já ter avisado que não deve liberá-los muitas vezes do hotel. Talvez haja uma folga somente depois da estreia, dia 14 de dezembro, próxima terça, contra o vencedor de Pachuca, do México, e Mazembe, da República Democrática do Congo, que se enfrentam nesta sexta, 14h de Brasília (20h local).

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"Volto para jogar o campeonato mais importante da minha vida", disse Alecsandro

Morei aqui perto de onde vamos treinar (o CT do governo, no distrito de Mussafa), conheço bem a cidade. É um lugar bom para se morar, sem violência, o povo é extremamente educado, como vocês devem ter percebido. O único porém mesmo é essa falta de torcida nos estádios. Para quem gosta de calor da galera faz falta, disse Sóbis, que até o começo deste ano defendia o Al Jazira, treinado pelo brasileiro Abel Braga.

O Jazira é o proprietário do estádio Mohammed Bin Zayed, que receberá o primeiro jogo do Inter na competição. É um estádio bonito, o gramado sempre está bem cuidado. Foi reformado recentemente, por isso tem vestiário moderno. Passou de 15 mil para 40 mil lugares, apesar de o time não ter muita torcida. Apesar de um dos mais ricos do país (regado pelo dinheiro que os xeques que comandam o país despejam no futebol), o Jazira tem menos torcedores do que o Wahda ou o Al Ain, por exemplo.

Defendendo o Jazira, Sóbis quase se classificou para o Mundial de clubes duas vezes. Em 2008, a equipe terminou na segunda colocação da Liga local, atrás apenas do Al-Ahly. Em 2009 a derrota foi para o Al-Wahda. Como a Fifa convida um time da casa para o Mundial, os campeões puderam participar. Em 2009, o Ahly foi eliminado na estreia para o Auckland, da Nova Zelândia, frustrando os xeques. O Wahda neste ano venceu o Hekari United, de Papua-Nova Guiné, e agora enfrenta o Seongnam Chunma, da Coreia do Sul, nas quartas de final.

Os brasileiros são muito queridos porque além de craques, também tratam todo muito bem. O brasileiro é um povo amigo, como o árabe, disse o jornalista de uma rádio local Matled Harif.

Estrutura
Pagamento em dia, ótimo salário, apartamento moderno e carrão na garagem muitas vezes não são o suficiente para manter os jogadores brasileiros nos Emirados Árabes. Muitos fecham contrato e três meses depois já tentam retornar. Alecsandro, que passou um ano em Abu Dhabi, pensava o contrário quando deixou o país em 2009 rumo ao Internacional.

Até falei com minha esposa que gostaria de voltar um dia para jogar aqui, porque fui muito bem recebido. Você tem uma alimentação igual ao do Brasil em restaurantes de hotel, por exemplo. Falta um feijãozinho, mas isso compensamos. Curiosamente acabei voltando aqui para jogar o campeonato mais importante da minha vida, disse Alecsandro.

Antes de entrarem no CT Sultan Min Zayed para o primeiro treinamento, realizado na noite desta quinta-feira (horário local, tarde no Brasil), Alecsandro e Sóbis ainda posaram para fotos com alguns jornalistas. Que cumprimentaram com abraços. Beijos, tradição local, ainda não. Se jogar mais uns anos aqui depois pode ser, brincou Alecsandro

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