Anti-Maradona , Batista é aposta da Argentina para fazer Messi brilhar na seleção - Futebol - iG" /
Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Anti-Maradona, Batista é aposta da Argentina para fazer Messi brilhar na seleção

Maior título da carreira do técnico foi a medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim. Hoje xingado por Maradona, ele um dia já foi indicado pelo ex-camisa 10

iG São Paulo |

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=esporte%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237860333189&_c_=MiGComponente_C

Em 1988, Maradona vivia o auge como jogador. Campeão mundial com a Argentina, encantava os torcedores do Napoli com títulos inéditos na história do clube. Tanto prestígio, lhe dava o direito de indicar contratações aos dirigentes do time.

Mais, aos menos para ele, o seu desejo deveria ser uma ordem. E assim imaginou que seria quando sugeriu aos cartolas napolitanos a contratação  do então amigo e volante Sergio Batista, hoje técnico da seleção argentina.

Ele parecia um polvo, parecia que atraia os adversários, que acabavam lhe entregando a bola. Eu quis levá-lo para o Napoli, mas o 'vendetta' Ferlaino (dirigente do clube italiano) comprou o Alemão (ex-Botafogo e seleção brasileira), revelou Maradona em sua autobiografia.

Getty Images
Maradona (de pé, à dir.), e Batista (nº2): ainda amigos, os dois venceram a Copa 1986

Passadas mais de duas décadas, a história mudou. Batista assumiu o cargo de técnico da seleção argentina justamente no lugar de Maradona, por tudo, menos por indicação de antecessor. Ele não é conhecido nem no Uruguai, ironizou o ex-amigo.

Se ele se vestisse de Piño Fijo ¿ famoso palhaço argentino ¿ assim faria Messi sorrir, afirmou sobre as notícias de que o jogador do Barcelona estaria feliz com a confirmação de Batista como técnico da seleção. Após o Mundial, ele assumiu o comando de forma interina por três partidas. Venceu duas, contra Espanha e Irlanda, e perdeu para o Japão.

Discreto e pouco a afeito a polêmicas, o novo comandante da Argentina é uma antítese do seu antecessor. É uma pessoa calada, séria. É divertido, mas não um cara extravagante fora de campo, contou ao iG, direto de Buenos Aires, o amigo e ex-companheiro de Argentinos Juniors, Adrián Domenech.

O ex-zagueiro era o capitão da equipe que venceu a Libertadores da América de 1985. Batista, ou "Checho", como é chamado pelos amigos, foi um dos principais nomes do Argentinos Juniors e, ao vencer a Libertadores, fez algo que Maradona nunca conseguiu. O ex-camisa 10 nem sequer disputou uma edição do torneio continental.

Getty Images
Sergio Batista comemora conquista do título mundial da Argentina, em 1986

Ouro olímpico assegura emprego
O feito, é claro, não teve nenhuma influencia na decisão dos dirigentes de manter Batista como técnico. A aposta da AFA (Associação Argentina de Futebol) é que ele consiga fazer o maior talento que surgiu no país desde Maradona realmente brilhar com a camisa da seleção.

Ele é muito mais técnico que Diego Maradona. Temos que saber separar o Diego jogador, o Diego técnico e até o Diego amigo, argumenta Adrián Domenech. Batista é a pessoa certa para esse cargo e, principalmente, para fazer de Lionel Messi o protagonista desse time, completa.

O fato é que a campanha vitoriosa da seleção olímpica que levou a medalha de ouro em Pequim pesou na decisão dos dirigentes argentinos. Batista era o técnico da equipe, que com Messi e companhia levou o título e, de sobra, eliminou o Brasil.

O grande impulso para ele ter sido escolhido foi essa campanha nas Olimpíadas. Antes e depois disso, a única conquista dele como treinador foi um acesso do Argentinos Junior à primeira divisão, lembra o repórter do jornal argentino "Clarín", Miguel Vicente.

Resta a Batista, agora, realizar o que nenhum técnico argentino conseguiu: fazer Messi brilhar na seleção.

Getty Images
Fazer Messi brilhar na seleção como no Barcelona é principal missão de Batista

Leia tudo sobre: amistosoargentinafutebol internacionaltreinadores

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG