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A renovação do Conca será a grande contratação para a Libertadores, diz Peter Siemsen

Apoiado por Celso Barros, presidente da Unimed, patrocinadora do clube,candidato quer mudar o perfil do projeto passaporte tricolor e criar o ingresso anual

iG São Paulo |

Pela segunda vez, Peter Siemsen, da chapa Novo Fluminense, tenta se tornar presidente do Fluminense. E para que desta vez seu sonho seja realizado, o candidato de 43 tem como principal aliado Celso Barros, presidente da Unimed, a patrocinadora do clube, que para o candidato foi essencial para o sucesso do clube das Laranjeiras nas últimas conquistas.

Derrotado por Roberto Horcades em 2007, Peter acredita que seja possível quitar a dívida de cerca de RS$ 340 milhões. Atuante nas áreas de litígios, contratos, propriedade industrial, direitos autorais, direito do entretenimento e desportivo, nomes de domínio e responsabilidade civil, o candidato afirma que Xerém e o projeto de relacionamento de associação do torcedor são suas duas principais metas para o futuro do Fluminense.

Confira abaixo a entrevista de Peter Siemsen ao iG:

iG: O que o senhor fará para administrar e pagar a dívida de cerca de R$ 340 milhões? É possível reverter o quadro?
Peter Siemsen: É possível equacionar ela e tratar. São dívidas de origens distintas. Mas de 50% da dívida é fiscal e relacionada à união, de fundo de garantia e de encargos sociais e trabalhistas que o Fluminense tem de pagar e não paga. Essa dívida é coletiva e quase todos os grandes clubes brasileiros têm. Houve uma tentativa de solução para essa dívida com relação ao timemania, mas não deu certo porque o timemania não consegue gerar recursos. Com relação ao restante da dívida o nosso papel é fazer o Fluminense cumprir, ou seja, depositar fundo de garantia, repassar o imposto de renda que é retido na fonte. É importante que o Fluminense passe a cumprir orçamentos. A grande dívida do clube hoje é trabalhista. Como o Fluminense já fez vários acordos e não cumpriu, hoje a solução seria buscar uma receita a mais, carimbada e que vá direto para esse tipo de compromisso. Cumprir um pagamento mensal do equacionamento.

iG: Qual o plano do senhor para os esportes olímpicos do Fluminense, visto que o Rio será sede de uma olimpíada em cinco anos, ou seja, uma data ao alcance de uma reeleição?
Peter Siemsen: Algumas coisas o clube tem de bom. A Unimed no futebol é uma coisa boa. Sem ela eu fico imaginando o que teria sido o Fluminense nesses últimos dez anos. No esporte olímpico houve um trabalho bem interessante de qualidade, principalmente nas escolinhas de formação de atletas. Os resultados têm sido muito bons. O Fluminense disputa título regionais e nacionais em todas as divisões de base.  Nós temos equipes de alta qualidade em vários esportes, só que o clube não consegue dar continuidade nas equipes adultas. Nosso papel é fazer o marketing atender os esportes olímpicos, coisa que nunca fez  de maneira adequada. Vamos fazer uma série de projetos incentivados por conta da Olimpíada de 2016.

iG: Como será a relação com a atual patrocinadora na eleição?
Peter Siemsen: Hoje o Fluminense participa pouco por falta de capacidade. O Fluminense não cumpre o pagamento de salários em dia, mas a Unimed paga. Ai você pergunta o que é pior, não pagar para todo mundo, ou pelo menos uma parte estar com a remuneração em dia? O clube hoje é um caos administrativo, não paga salários em dia, não consegue gerar renda, não consegue fazer ações de marketing de qualidade e consistente. O Fluminense não consegue atingir os limites mínimos de gestão. Qualquer outro patrocinador teria ido embora com esse nível de conduta do Fluminense. Se arrumarmos a casa, organizarmos o Fluminense e criarmos um planejamento estratégico do futebol, com um diretor executivo, relatórios constantes e avaliações de desempenhos, tende a termos um sucesso muito maior.

iG: Qual o projeto do senhor para a sede social do clube?
Peter Siemsen: Temos que construir o centro de entretenimento tricolor, no qual você tenha museu, um restaurante, uma loja temática, um teatro multimídia e tudo que possa envolver o sócio. Criar regras que dê direito de o sócio poder comemorar o aniversário lá, se casar lá. Sorteios para que toda vez que o time jogue um torcedor ganhe um pacote de viagem. Criar ferramentas de benefícios totalmente transparentes.

iG: O que o senhor pretende fazer para ampliar o número de associados no clube, existe algum plano como programas de fidelidade para os torcedores?
Peter Siemsen: Hoje o passaporte tricolor é uma lógica estúpida., porque o torcedor paga uma mensalidade e não paga para entrar no jogo. Então toda vez que ele entra no estádio o clube tem que descontar 21% do valor do ingresso. O certo seria o torcedor pagar a mensalidade e pagar o ingresso com um valor diferecenciado. Temos que mudar o perfil e criar o ingresso anual, com uma prioridade para que o atendimento ao consumidor seja classe A. o cara não precisa sair de casa para comprar o ingresso.

iG: O senhor tem um projeto para a construção do Centro de Treinamento desejado pelo Muricy? Já existe algum terreno?
Peter Siemsen: Estamos trabalhando com duas possibilidades. A gente está estruturando um projeto financeiro para cuidar só disso. Já examinamos algumas áreas do Rio, já fizemos um orçamento e estamos analisando agora a capacidade de geração de receitas do projeto pois nossa ideia é construir o CT em três fases. Primeira fase a infra-estrutura para atender a parte de treinamento, o básico; depois toda a parte fisiológica e a terceira parte é de hotelaria. A gente está mapeando alguns lugares. Já vimos em Pedra de Guaratiba, Grota Funda, Estrada dos Bandeirantes, Curicica. Ganhando a eleição eu quero conversar com a Prefeitura para tentar fazer uma parceria e com isso diminuir o custo do terreno. Estamos bastante avançados em relação ao Centro de Treinamento.

iG: Apesar da força de Xerém na revelação de jogadores, muita gente reclama da falta de estrutura. O senhor pretende aumentar o investimento em Xerém, qual o plano para o CT da base?
Peter Siemsen: Xerém está muito abandonado. A gente vai ter muito trabalho. Xerém, junto com nosso projeto de relacionamento de associação do torcedor, são os dois projetos mais importantes do Fluminense. São projetos que irão gerar boa parte da força financeira do clube no futuro. Obviamente que a receita do patrocínio é importante, de bilheteria e de tv também,  mas é fundamental a gente agregar uma renda consistente oriunda de venda de atletas e uma renda contínua. Xerém é um projeto especial e nós próximos três anos a gente quer modernizar completamente dentro de uma nova estrutura. Eu já tenho as duas pessoas que vão comandar Xerém. Uma delas é uma pessoa com muita experiência nesse tipo de cargo e muito sucesso e a outra é uma pessoa da parte gerencial e administrativa.

iG: Qual o planejamento para a disputa da Libertadores de 2011? Isso já foi conversado com a patrocinadora?
Peter Siemsen: A grande contratação para a Libertadores é a renovação com o Conca. É uma prioridade absoluta. Mas assim que acabar o Brasileiro eu tenho certeza de que o Muricy começa a trabalhar com a comissão técnica e com  os dirigentes o planejamento para o ano que vem. Eu acho que com esse elenco e algumas peças que poderão vir temos time para brigar pela Libertadores.

iG: O senhor tem algum projeto para a construção de um estádio, no embalo da Copa de 2014?
Peter Siemsen: No primeiro momento a prioridade é negociar a relação com o Maracanã. É uma questão que não é só do Fluminense, é do Flamengo também. A gente tem o estádio mais conhecido do mundo, é o segundo local mais visitado no Rio de Janeiro e que hoje está recebendo uma reforma e vai estar novinho em folha. Será que é o momento de a gente buscar outra estádio ou o momento é de renegociar o Maracanã para que o Fluminense se torne o proprietário dos seus jogos? Mas esse contrato tem que nos dar tranquilidade para vender o ingresso anual. Se eles entenderem que não é bom para eles, ai então a gente vai ter de buscar uma outra alternativa.

iG: Como o senhor avalia a situação atual do Fluminense e qual é a situação mais urgente a ser resolvida?
Peter Siemsen: Primeira coisa é uma reestruturação administrativa completa e uma auditória para que possamos entender o que está acontecendo no clube. Temos que tornar isso público para que o tocedor, o sócio e a imprensa sejam nossos parceiros nessa retomada.  Segundo ponto é fazer um organograma do clube sobre funções que estão sendo exercidas, fazer uma avaliação da estrutura do clube humana, física e financeira para que a partir daí a gente possa fazer nosso planejamento estratégico. 

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