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Quadro estável de Gomes surpreende diretor do hospital

Segundo médico, em lesão como a técnico do vascaíno, a tendência é o pós-operatório apresentar piora

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

Pela primeira vez, desde que o técnico do Vasco , Ricardo Gomes, foi submetido a uma neurocirurgia para drenagem de um hematoma cerebral e controle da hipertensão intracraniana, na noite de domingo, o hospital se pronunciou de forma oficial. Fernando Gjorup, diretor-médico do Hospital Pasteur, no Méier, Zona Norte do Rio, concedeu entrevista após a segunda bateria de exames clínicos e neurológicos realizadas no treinador nesta segunda-feira.

Duas observações chamaram a atenção. Uma boa: o quadro estável, o que normalmente não ocorre diante da gravidade da lesão. Outra, mais preocupante: a possibilidade de sequelas.

O quadro ainda inspira cuidados. Apesar de permanecer em coma induzido pelas menos nas próximas 48 horas, Ricardo Gomes corre risco de vida, mas suas funções vitais estão controladas. No fim da tarde, o treinador passou por um eletroencefalograma – exame realizado para verificar as condições neurológicas do pacientes.

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De acordo com o boletim médico, o resultado apresentou alterações esperadas. Usando um termo menos técnico, Gjorup esclareceu que, em casos como o de Ricardo Gomes, a tendência é de piora nas primeiras horas – o que não vem acontecendo no seu pós-operatório.

“O fato de o quadro estar estável já é uma boa notícia. Nas primeiras 72 horas, pode haver uma evolução para pior. Só de ele não ter piorado já é um grande ganho para ele. Não é comum ter uma melhora destas como a dele”, disse o diretor-médico, reiterando as palavras de Alexandre Campelo, médico do Vasco, que pela manhã ressaltou a agilidade entre o início do quadro e a operação.

“Ele também teve sorte nisso. Foram apenas duas horas, isso interfere para o paciente não ficar com um nível de sequela maior”, atestou Gjorup.

Ricardo Gomes respira por aparelhos. Seu batimento cardíaco e pressão arterial reagem bem, de acordo com os exames. Somente depois de 72 horas a contar do ato cirúrgico, os aparelhos começarão a ser desligados de forma gradativa e os medicamentos serão retirados. A partir daí, a junta médica terá uma noção mais precisa da recuperação do treinador de acordo com suas reações clínicas e neurológicas.

No entanto, pela gravidade da lesão – foram retirados 80ml de sangue da parte direita do cérebro -, o paciente receberá todos os cuidados enquanto estiver na UTI. Polido, Gjorup pede paciência durante o período em que Ricardo estiver sedado.

“É um paciente grave, ninguém espera que aconteça nada de pior. É um paciente ventilado superficialmente por aparelhos. Lesão (no cérebro) ele teve, mas o quanto isso vai ser traduzido em sequela, só o tempo irá dizer”, disse o diretor-médico.




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