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Proximidade entre Riveros e Kia faz Sanchez se afastar de acordo

Para evitar polêmica após saída de William Machado, Corinthians abortou negócio com aliado de ex-parceiro

Bruno Winckler, iG São Paulo |

O receio de Andrés Sanchez de criar mais uma polêmica no Corinthians afastou o clube da contratação do volante Cristian Riveros, do Sunderland-ING. Principal motivo da discordância interna que acabou com o pedido de demissão de William Machado da gerência de futebol, o jogador paraguaio não foi contratado porque tem vínculos com Kia Joorabchian, ex-parceiro do Corinthians entre 2004 e 2006, tempos em que a MSI, sua empresa, controlou o futebol do clube.

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Kia Joorabchian faria o intermédio da negociação de Riveros com o Corinthians

O inesperado anúncio de William fez a diretoria frear as conversas com Riveros e com o Sunderland, conduzidas por Giuliano Bertolucci, empresário com bom trâmite no mercado internacional e braço direito de Kia no Brasil. Na avaliação de Andrés, contada por ele a pessoas próximas, a turbulência criada pela saída do gerente só pioraria o ambiente interno se o acordo com Riveros se concretizasse.

Na sua última entrevista coletiva que concedeu, dia 24 de fevereiro, Andrés comentou que qualquer negociação com jogadores de Kia, como Carlos Tevez, estaria descartada na sua gestão. “Enquanto estiver aqui se isso acontece vou ser preso. Apesar de não deverem nada. Vão falar que o Kia, amigo do Andrés, que está trazendo Tevez. Meu Deus do céu. Não posso fazer isso não”, comentou o presidente, em tom irônico.

Antes, em entrevista ao canal PFC, ele comentou o mesmo. “Tenho de ter cuidado porque logo falam da ligação com o Kia. Já o São Paulo tem um monte de jogador fatiado com empresário e ninguém fala nada”, disse.

Kia ainda é investigado pela justiça brasileira pelo período que geriu o departamento de futebol do Corinthians, na gestão de Alberto Dualib, quando Andrés era diretor de futebol. Na Inglaterra, onde vive, ele mantém contatos com clubes de primeira divisão e faz o intermédio de negociações com clubes da América do Sul, como aconteceria com Riveros.

O paraguaio recebe mais de R$ 180 mil na Inglaterra e viria para o Corinthians recebendo o mesmo valor. William era contra o acordo. Tite e o agora ex-gerente trabalhavam para trazer Willian Magrão, volante do Grêmio, e já tinham tudo acertado com o jogador. O clube ainda pagaria, em parcelas, R$ 3 milhões aos gaúchos. Porém, com possibilidade de trazer Riveros sem custos adicionais, a diretoria comandada por Roberto de Andrade e Duílio Monteiro Alves, abortou a negociação por Magrão, o que irritou William e o fez pedir demissão.

As eleições de dezembro, que apontarão o futuro presidente do clube, também motivaram Sanchez e sua cúpula a abortarem a negociação com Riveros.

Ciente de que o início da temporada não foi o ideal, Sanchez acredita que precisará evitar questionamentos e polêmicas desnecessárias para apresentar seu candidato, provavelmente Mário Gobbi, ex-diretor de futebol. O anúncio de quem será o candidato da situação deve acontecer em abril.

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