Rex, do grupo EBX, pretende investir R$ 100 milhões para transformar prédio no Morro da Viúva em estabelecimento quatro estrelas

Prédio tem hoje 148 apartamentos, hotel teria 454 quartos
Vicente Seda
Prédio tem hoje 148 apartamentos, hotel teria 454 quartos
O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou na noite desta segunda-feira, por 316 votos a favor e três contra, a proposta de Eike Batista para construção de um hotel na sede do Morro da Viúva. A empresa do bilionário, Rex, do grupo EBX, pagará ao clube um aluguel mensal de R$ 270 mil fixos ou 2,63% do faturamento bruto . Pelo projeto, a empresa pretende transformar o atual prédio com 148 apartamentos em um hotel de categoria quatro estrelas com 454 quartos, um investimento da ordem de R$ 100 milhões, valores antecipados pelo iG .

O contrato de locação terá 25 anos , renováveis por outros 25. Além do aluguel mensal, haverá um adiantamento de R$ 2 milhões para que o Flamengo negocie a saída dos moradores que hoje ocupam cerca de um terço dos apartamentos. O caso mais complicado é uma ação por usucapião movida na 15ª Vara Cível. O clube terá seis meses para entregar o imóvel desobstruído. Caso não seja possível, caberá à Rex decidir se prorrogará ou não o prazo por mais 18 meses.

O clube receberá ainda luvas no valor de R$ 15.630.000,00 . Serão R$ 3.126.000 de adiantamento de aluguel, a serem pagos em até 60 dias a contar da assinatura do contrato e R$ 12.504.000 no prazo de 10 dias após o implemento de todas as condições suspensivas previstas (obtenção de certidões, aprovação do projeto, liberação do imóvel, etc...). Também está previsto o pagamento de mais R$ 5 milhões ao término dos primeiros 25 anos. Outra vantagem para o clube será a anistia da dívida de IPTU de R$ 16 milhões, por meio de decreto municipal. O Flamengo terá direito a usar 20 quartos como concentração para os seus jogos, uma economia que pode variar de R$ 100 mil a R$ 150 mil por jogo disputado. O hotel, de acordo com o site oficial do clube, deverá se chamar Parque do Flamengo.

"Sem dúvida demos uma demonstração de que o Flamengo vive uma democracia, onde é permitida a liberdade de pensamento. O conselho de comprometeu em apresentar soluções para esse nosso problema e uma delas foi esse projeto, que está sendo costurado há dois anos. Hoje solucionamos o problema da sede do Morro da Viúva, que tem dívida de mais de 16 milhões em IPTUs atrasados, além da dívida ativa que pagávamos todos os meses. Tenho certeza de que todos os que vieram votar fizeram o melhor para o clube. Cumprimos nossa obrigação, que é continuar comprometidos com o melhor para os rubro-negros", disse a presidente Patrícia Amorim ao site oficial do Flamengo.

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