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Volante diz que filho virou palmeirense e que não guarda mágoas por brigas a torcida. Mas ciclo dele no futebol acaba neste ano

Marcos Assunção está perto do fim da carreira. Nesta terça-feira, após receber camisa comemorativa pelos 100 jogos que completará pelo Palmeiras na quarta, contra a Portuguesa , o volante comentou com o gerente de futebol César Sampaio: “Já foi o Marcos. O próximo sou eu”. Feliz com os dois anos de Palestra Itália, o jogador diz que passou a “amar” o clube. Mas, depois dos desentendimentos com membros de uma organizada no ano passado, pede paz para trabalhar em 2012 e um título para se despedir com tudo do Palmeiras e do futebol.

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“Independentemente de tudo o que ocorreu em 2011, respeito muito a torcida. Não tive problemas com torcida de nenhum clube pelo qual joguei, e aqui não tenho também. Esse é praticamente meu último ano (como jogador). Me reuni com o os presidentes da Mancha Alviverde e colocamos uma pedra em cima de tudo. O que eu quero é que jogadores e torcida possam se respeitar e eu possa fazer meu trabalho da melhor maneira. Quero que o Palmeiras consiga um título para deixar a torcida feliz”, disse o volante. “A torcida paga ingresso e pode protestar se o time ou um jogador não estiverem bem. Mas sem violência”, completou.

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Identificado e feliz no Palestra Itália, o meio-campista diz que passou a “amar” o clube, e revelou que seu filho já virou palmeirense. “Meu filho fez três anos agora e é palmeirense. Qualquer coisa verde que a ele vê, como a bandeira do Brasil, ele acha que é a bandeira do Palmeiras . Ele tem duas camisas do Palmeiras e só gosta de sair com elas. E quando alguém fala mal do time, ele chora e briga”, afirmou.

Santista quando pequeno, Marcos Assunção diz que hoje já é meio a meio: “Quando cheguei, disse que eu respeitava muito a entidade Palmeiras. Hoje tenho amor. Sinto-me bem, em casa, sou mais um da família Palmeiras”, disse.

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Marcos Assunção comemora: cena, comum ultimamente, está com os dias contatos
Gazeta Press
Marcos Assunção comemora: cena, comum ultimamente, está com os dias contatos

Querendo aproveitar seu provável último ano como jogador, o volante pede aos companheiros que não repitam os erros da temporada passada, e citou um jogo que aterroriza os torcedores até hoje. “ O 6 a 0 para o Coritiba foi terrível. Foi a primeira e espero que seja a última vez que eu perca de seis. Foi muito triste, tive vergonha de sair de casa”, afirmou, para em seguida dizer o que falta para completar sua carreira no futebol: “Queria parar deixando um título para o clube".

Segundo ele, o físico determina a hora de parar. "Prazer de jogar futebol vou ter sempre, mas prazer nem sempre adianta. Marcos e Ronaldo tinham prazer em jogar, mas o corpo já não aguentava. E quando eu ver que não estou conseguindo treinar igual ao restante do grupo, talvez seja hora de parar”.

Pelo Palmeiras , Marcos Assunção tem 99 jogos e 21 gols marcados, sendo 17 de falta (8 em 2010 e 9 em 2011), um olímpico, um de pênalti e dois com a bola rolando. Em 2011, Assunção foi o único atleta do elenco premiado entre os melhores do Brasileiro – Bola de Prata pela revista “Placar” e terceiro melhor pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Também no ano passado, o camisa 20 foi o segundo maior goleador do time, com 11 gols – ficando atrás apenas de Luan, com 13, e foi o atleta que mais deu assistências: 23 no total.