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Pressionado, presidente do Paraná se afasta do cargo

Rebaixado no Estadual, dirigente ainda está sob a suspeita de ter favorecido empresa da qual é sócio

Leonardo Fagundes, iG Curitiba |

O presidente do Paraná Clube, Aquilino Romani, não resistiu ao vergonhoso vexame no Campeonato Paranaense, no qual o time foi rebaixado para a Segunda Divisão. Nesta quarta-feira, o dirigente pediu afastamento do cargo.

O anúncio foi feito durante uma entrevista coletiva na Vila Capanema. Agora, o vice, Aramis Tissot, assume interinamente a presidência do clube. 

Romani vinha sofrendo pressão da torcida paranista para que renunciasse, principalmente após o empate no último sábado com o Arapongas, por 2 a 2, que determinou o rebaixamento da equipe.
Apesar disso, ele afirmou que tinha apoio dos demais membros da diretoria, que queriam que ele permanecesse no cargo.

“Em nenhum momento, nenhum membro da diretoria que está aqui - ou o Aramis e o Neto, que estão em viagem - quis aceitar isso. Mas eu sempre penso na instituição Paraná Clube”, declarou Romani. “No momento em que a diretoria achar que for conveniente voltar, estou voltando. Pode ter certeza que não vai ser em novembro”, acrescentou.

Apesar disso, além da pressão da torcida, o dirigente foi questionado sobre sua participação em um fundo que gerencia e possui direitos de atletas que jogam no Paraná. Um deles seria o meia-atacante Kelvin, de 18 anos, negociado com o Porto, de Portugal, por R$ 7 milhões.

Do total, 30% teria sido repassado para a Invest Esporte, empresa em que Romani participa com 20% do capital social.

“Em torno de 10 a 12 daqueles atletas já foram embora. De todos os atletas, para vocês (jornalistas) verem onde vai a maldade, um foi vendido e não porque a direção do Paraná quis vender”, afirmou.

Na gestão de Romani, além da queda no Estadual e a eliminação na Copa do Brasil deste ano, o time ficou apenas na quarta colocação no Paranaense e oitava na Série B do Brasileirão, ambos em 2010. Fora de campo, houve problemas com atraso de salários de jogadores e funcionários.

Futura Press
O então presidente do Paraná, Aquilino Romani, ao lado do técnico Ricardo Pinto

 

 

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