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Presidente eleito da federação chilena é impossibilitado de exercer o cargo

Contrato feito por Jorge Segóvia entre a Unión Española, seu clube, e a Universidad SEK, de sua propriedade, foi apontado como o fator de impedimento

EFE |

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Responsável pela saída do treinador Marcelo Bielsa do comando da seleção chilena, o presidente eleito da ANFP (Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile), Jorge Segóvia, foi inabilitado de exercer o cargo, informou a entidade em comunicado.

A direção tomou a decisão por considerar que Segóvia descumpre o artigo 164 do seu regulamento, que impede que sejam dirigentes da entidade todos os que tenham participação superior a 10% em empresas que tenham realizado algum contrato com a ANFP ou clubes associados.

O empresário espanhol, presidente e proprietário da Unión Española, mantém um contrato entre o clube e a Universidad SEK, da qual também é proprietário.

A direção considera que Segóvia, vencedor das eleições realizadas em 4 de novembro, está inabilitado não só para assumir qualquer cargo de dirigente da ANFP, mas também para ser dirigente da Unión Española.

Com a sentença, que é inapelável, a direção despreza a recomendação não vinculativa emitida pela Comissão Jurídica de ANFP, que havia manifestado não haver motivos para inabilitar Segóvia, ao considerar que o artigo 164 caíra em desuso.

O atual presidente da ANFP, Harold Mayne-Nicholls anunciou que deixará seu cargo em 15 de janeiro, data em que finaliza o mandato da atual diretoria O anúncio da ANFP provocou a indignação de Jorge Segóvia, que acusou os diretores de cometerem um "golpe de Estado" e, através de um comunicado, classificou a decisão da entidade de "lamentável, vergonhosa e inédita".

Segóvia anunciou ainda que "vai convocar o Conselho de Presidentes para solicitar a validação da eleição realizada e a imediata censura da diretoria liderada por Harold Mayne-Nicholls".

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