Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Presidente do Santos se irrita ao ser questionado por vender parte de Neymar

Reunião do Conselho Deliberativo do Santos teve como tema principal a negociação dos 5% dos direitos econômicos de Neymar ao grupo Teisa

Samir Carvalho, iG São Paulo |

A reunião do Conselho Deliberativo do Santos realizada na noite da última quarta-feira teve como tema principal a negociação dos 5% dos direitos econômicos do atacante Neymar ao grupo Terceira Estrela (Teisa), empresa formada por conselheiros do clube, e integrantes do Grupo Guia (Gestão Unificada de Inteligência e Apoio ao Santos). O presidente do Santos, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, foi bastante questionado sobre a transação, e chegou a ficar irritado ao responder as indagações do conselheiro do clube, José Rubens Marino, ex-diretor de futebol do Santos.

Acho que o conselheiro José Rubens Marino, que de fato foi um valoroso combatente na eleição do ano passado, tem colocado as suas opiniões com restrições episódicas. Eu quero fazer algumas correções. O Guia é um conjunto de assessores, colaboradores e santistas que ajuda o Santos a ser administrado de forma moderna. As decisões são discutidas por um conjunto de torcedores do Santos. Talvez essa novidade seja um pouco estranha para quem não conhece a proposta da chapa o Santos Pode Mais, afirmou Luís Álvaro, que no fim da reunião pediu desculpas por ter se exaltado.

Apesar de não gostar das críticas dos conselheiros, Luís Álvaro disse que está arrependido de não ter divulgado ao Conselho a negociação de parte dos direitos de Neymar e Arouca a Teisa. A informação foi divulgada pelo iG, que teve acesso aos documentos que revelaram os valores da transação.

Reconheço que a venda precisaria ter sido comunicada e não foi feito. Erramos no processo de comunicação. Há um hiato sobre o que acontece no Santos e o que chega aos conselheiros, disse o presidente santista.

A Teisa pagou R$ 3,5 milhões por 5% dos direitos econômicos do atleta. Desta forma, o Santos negociou a porcentagem abaixo da multa rescisória de Neymar, que estava avaliada na época em 35 milhões de euros (cerca de R$ 78,3 milhões). Sendo assim, baseado no valor da multa, os 5% dos direitos econômicos do jogador custavam R$ 3,9 milhões.

Se não bastasse, um dia após a negociação, a multa rescisória de Neymar aumentou para 45 milhões de euros (cerca de R$ 100,7 milhões). Desta forma, os R$ 3,5 milhões investidos pela empresa passaram a valer R$ 5 milhões.

Conselheiro que faz parte da Teisa e do Guia diz que é "vidente"

Os sete integrantes da Teisa ¿ Walter Schalka, Álvaro Simões, Antonio Fadiga, Álvaro de Souza, Eduardo Mazzili, José Berenguer e Luiz Eduardo Monteiro - formam o Grupo Guia, e futuramente podem ocupar o cargo da nova gestão administrativa do clube com a reforma do estatuto. Entre os sete empresários, apenas dois não são conselheiros do Santos: Antonio Fadiga e Luiz Monteiro.

Um dos lideres do grupo, Álvaro Simões também comentou sobre a negociação na reunião do Conselho Deliberativo. O empresário criticou a postura da imprensa na divulgação do caso. Eu tenho uma qualidade e não sabia. Eu comentei que a imprensa ia cair de pau em cima de nós quando descobrisse a negociação. Quero oferecer meu trabalho de vidente, disse o conselheiro.

Leia tudo sobre: futebolsantos

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG