Em entrevista exclusiva ao iG, Juan Ramos ainda comentou sobre a lesão de Paulo Henrique Ganso

O presidente do Once Caldas, Juan Ramos, concedeu entrevista exclusiva ao iG em Manizales, na Colômbia. Além de falar do duelo decisivo contra o Santos nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), no estádio Paologrande , pelas quartas de final da Copa Libertadores da América, o dirigente criticou o técnico Cuca , do Cruzeiro , e também disse que acompanha o futebol brasileiro e observa alguns jogos violentos no país.

Além de lamentar a atitude de Cuca, que aplicou uma cotovelada no atacante Renteria na semana passada, quando o Once Caldas venceu o Cruzeiro por 2 a 0 em Sete Lagoas , e eliminou a equipe brasileira na competição, Ramos lembrou o duelo entre Avaí e Botafogo pela Copa do Brasil, que terminou em pancadaria, em Florianópolis .

“Foi uma situação inoportuna. Não esperávamos isso de um treinador de tanta experiência. Essa agressividade não pode existir, foi horrível. Outro dia vi um jogo muito violento no Brasil, uma partida do Botafogo em que o Loco Abreu brigou com outros jogadores. Nós do Once Caldas não queremos ver esse tipo de cena”, afirmou o dirigente colombiano.

Apesar de criticar a violência no futebol brasileiro, Juan Ramos acredita que o jogo entre Once Caldas e Santos será tranquilo e chamará a atenção pela postura ofensiva das duas equipes.

“Será uma linda partida, típica de Libertadores da América. Once Caldas e Santos será um jogo de muito ataque. O nosso time joga sempre buscando o gol, e o Santos também não foge dessa característica”, disse.

Ausência de Ganso não ilude

O presidente do Once Caldas também comentou sobre a ausência de Paulo Henrique Ganso nesta quarta, após sofrer uma lesão no músculo reto anterior da coxa direita que o deixará seis semanas afastado do futebol . Ele não jogará as duas partidas contra o Once Caldas, além de correr o risco de não disputar mais a Libertadores.

Apesar de reconhecer a qualidade de Ganso, Ramos disse que o Once Caldas deve ficar atento com outros jogadores do Santos.

“Eu queria que a partida fosse disputada em condições normais, com todos os jogadores em campo. Ajuda qualquer jogador bom não atuar contra nós, mas temos que entender que mesmo sem o Ganso, existem outros atletas não tão badalados que podem resolver para o Santos”, declarou o dirigente, que elogiou bastante dois atletas santistas que estarão em campo.“Vi algumas partidas e ficou claro que Neymar e Elano são excelentes jogadores”, concluiu.

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