Em evento na Assembléia Legislativa, Sanchez diz que 6% a 7% do público na abertura será formado por população local

Nenhum nome foi mais aplaudido que o dele. Ao lado de deputados, lideranças comunitárias de Itaquera e do Ministro do Turismo, Orlando Silva, Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, foi à Assembléia Legislativa nesta sexta-feira. O evento era para debater a Copa de 2014 em São Paulo.

Já na apresentação dos convidados, a popularidade do corintiano podia ser constatada através dos aplausos da platéia. Em um salão da Assembléia, falando para jornalistas, moradores de Itaquera e deputados, Andrés se comportou como político. Discursou, fez apelos e até promessas.

“Garanto aqui que teremos 6% ou 7% de povo de Itaquera na abertura da Copa”, afirmou. A promessa foi feita após o cartola ouvir um apelo de uma líder comunitária, que disse que o Mundial também precisava ser visto por quem mora na região onde será o estádio do Corinthians. Considerando que a arena da abertura terá capacidade para 65 mil pessoas, para cumprir o que foi dito por Andrés, mais de 3 mil pessoas de Itaquera precisariam ver o primeiro jogo da Copa in loco.

A distribuição de ingressos e a organização dos camarotes da Copa, entretanto, não é feita pelo dono do estádio e, sim, por uma empresa parceira da Fifa. Na África do Sul, a entidade vendeu ingressos mais baratos para a população local.
À direita, Andrés Sanchez vive dia de político na Assembléia Legislativa
AE
À direita, Andrés Sanchez vive dia de político na Assembléia Legislativa


Apesar de receber elogios dos líderes comunitários presentes, Andrés também foi cobrado. Moradores queriam saber se haverá retirada de pessoas de suas casas para a realização das obras. O corintiano lembrou que isso não é responsabilidade do clube, mas disse que “alguns precisam chorar para a maioria sorrir”.

“Agora se a comunidade de Itaquera não quiser a abertura da Copa lá, é só fazer um abaixo assinado e pronto, não fazemos. O estádio do Corinthians para 48 mil pessoas está garantido independentemente da Copa”, discursou Andrés.

Apesar da ameaça, o corintiano foi aplaudido em quase todas as suas falas. Durante o discurso chegou até a afirmar que já morou na região. “Eu infelizmente não moro mais lá. Morei por um tempo, mas não moro mais”, disse.

Após mais de duas horas de debate, Andrés avisou que teria que sair. Aos jornalistas presentes negou qualquer intenção de seguir a carreira política. O cartola é filiado ao PT (Partido dos Trabalhadores). “Eu venho aqui ajudar, venho debater com a comunidade. Agora não quero saber de negócio partidário”, afirmou aos repórteres.

Antes de ir embora, atendeu a os apelos de “fãs” que queriam tirar fotos com ele. “Tem que ir lá em Itaquera, presidente”, pedia um ao posar para foto. “Falei com você no navio do centenário, lembra?”, perguntou outro. “Claro”, respondeu Andrés.

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