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Presidente do Botafogo quer faturar com Fluminense na Libertadores

Sem vaga na competição, Maurício Assumpção espera ano de grandes receitas com uso do Engenhão pelos rivais. Sobre Jóbson, diz: A questão é saber se ele já desistiu do próprio Jóbson

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

O presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, lamenta, é claro, a perda da vaga na Libertadores. Porém, com o fechamento do Maracanã, já se prepara para arrecadar na carona do Fluminense, campeão brasileiro e que disputará a competição internacional. Com o Engenhão funcionando como casa dos rivais ¿ até o Vasco está para assinar um contrato de parceria para também mandar alguns jogos no estádio ¿ a expectativa do dirigente é de receita suficiente para montar um time ainda mais forte em 2011.

Para isso, ele aguarda a resposta de Joel Santana. A proposta já foi feita ao técnico, que deverá responder nesta quarta-feira, quando os dois se encontrarão no fórum de futebol Footecon, no Copacabana Palace, ou no máximo na quinta. Ele não garante, contudo, a permanência de Jóbson, que viveu diversos problemas disciplinares mesmo depois da longa suspensão por doping, e de Lucio Flavio, que pode estar a caminho do Tigres, do México, e cujo contrato com o Botafogo se encerra no fim do ano.

Existe sondagem de empréstimo para o Jóbson, mas o Botafogo não tem interesse. Há um preço de saída e quem quiser, paga e leva. É fácil. Nada é irreversível. A única questão é saber se o Jóbson já desistiu do próprio Jóbson. É uma questão que ele tem de responder acima de tudo. O Lucio Flavio depende da comissão técnica. Mas é muito natural que chegue um momento na vida do trabalhador que ele comece a pensar em alçar novos vôos, respirar novos ares.  Quando chegamos em 2009 pedimos ao Lucio que ficasse, ele preferiu sair, foi para o Santos, não teve um bom momento lá, voltou, foi campeão carioca e o contrato dele acabou, essa é a situação. O que vai acontecer depende de muita coisa, disse o presidente.

Sobre o Engenhão, Maurício afirmou que é grande a procura por propriedades no estádio e que o mercado não se preparou para o fechamento do Maracanã.

Há um ano e meio atrás estamos falando que o Maracanã fecharia. E as pessoas não entendiam isso. O mercado não entendia isso. Qual a realidade hoje? Não há mais um camarote para vender no estádio. Aí as pessoas ficam ligando dizendo agora eu quero. Não tem, amigo. Fizemos um leilão eletrônico agora do panorâmico, vendemos tudo, com 30% de ágio sobre o preço inicial. Agora, em vez  de ter 30, 35 jogos no ano, vamos ter 100, 120. Vamos ter Fluminense na Libertadores. Botafogo e possivelmente Flamengo na Sul-Americana, além do Vasco que pode fazer alguns jogos lá, já estamos fazendo um contrato com eles também.  É dinheiro, para eles, e para o Botafogo, analisou.

O dirigente destacou que há benefícios no Engenhão que não podem ser obtidos no Maracanã, como participação nas receitas de bares e até de estacionamento. Desta forma, espera alavancar as receitas do seu clube e, ao mesmo tempo, deixar os parceiros satisfeitos.

É uma parceria comercial, boa para Fluminense e Flamengo e excelente para  o Botafogo. Os números são expressivos. Além das ações que eles fizeram com venda de camarotes e espaços publicitários, eles têm o que no Maracanã não é possível, como participação na alimentação, no estacionamento, um número bom de camarotes, espaço no telão para publicidade, ações de marketing, no Maracanã não pode fazer nada disso. E com a Libertadores, o Fluminense deve colocar pelo menos 30 mil por jogo no estádio. É dinheiro para todos, disse, acrescentando que o contrato que está sendo feito com o Vasco é para utilização do estádio em caso de necessidade, já que o clube conta com São Januário.

É apenas para, se o Vasco precisar usar um estádio maior, não precisar negociar na semana do jogo. Fica aquela impressão de que negociaria com a corda no pescoço e uma boa relação comercial não é assim.

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