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Futebol
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Presidente do Atlético-MG diz que clubes devem tomar conta da CBF

Kalil diz que chegou a hora de quem paga o espetáculo cuidar do futebol brasileiro e pede volta do C13

Victor Martins, iG Belo Horizonte |

Desafeto de Ricardo Teixeira por muitos anos, o presidente do Atlético-MG , Alexandre Kalil, é o primeiro dirigente de clube a falar sobre qual deve ser a posição das equipes com a saída do ex-presidente da CBF. No entendimento do mandatário atleticano chegou o momento de os clubes se unirem e tomarem conta da entidade, engrossando o coro de quem é contra a efetivação de José Maria Marin no cargo.

Ainda sem ter um nome, pois Kalil diz não ter conversado com outros clubes, o presidente do Atlético-MG pede que o Clube dos 13 volte a ter força , perdida na negociação da renovação de contrato para a transmissão televisa do Campeonato Brasileiro.

Leia também: Sucessão de Teixeira irrita dissidentes, que querem nova eleição

“Acho que sem dúvida nenhuma os clubes vão se mobilizar, é um dever constitucional os presidentes defenderem seus clubes. Nós temos que tentar uma mobilização através do Clube dos 13, que foi tão enfraquecido. Num momento tão importante do futebol brasileiro eles nos tiraram uma mesa, que poderia ser definitiva para a grande reviravolta no futebol”, disse Kalil em entrevista à Rádio Globo.

Com a saída de Ricardo Teixeira, José Maria Marin assume o cargo. Nada contra o no presidente da CBF, mas para Alexandre Kalil a entidade deve cuidar da Seleção Brasileira e da Copa do Mundo, deixando que os clubes cuidem do calendário de jogos e das competições nacionais.

Veja mais: Em carta, Ricardo Teixeira anuncia saída da CBF

“Acho que, independentemente do presidente que esteve substituindo o Ricardo Teixeira, é o momento dos clubes colocarem o pé na porta e dizerem: espere aí, que agora quem manda é quem paga a conta, quem sustenta, que tem de fazer as coisas. Enfim, a célula do futebol brasileiro”.

Apesar de mineiro e confesso torcedor do Atlético-MG , além do Flamengo , Ricardo Teixeira jamais teve uma boa relação com Alexandre Kalil, desde o tempo que o atual presidente alvinegro ainda era diretor de futebol do clube. Depois de muitos anos sem sequer conversarem, a reaproximação ocorreu em 2010. Convidado por Teixeira, Kalil visitou a sede da CBF e descreveu o encontro e a relação com o ex-dirigente da entidade apenas como profissional.

Mesmo declaradamente contra a gestão de Teixeira, Alexandre Kalil não quis falar mal do ex-presidente da CBF e muito menos da capacidade de José Maria Marin em dirigir o futebol brasileiro nos próximos anos. “Eu não pré-julgo ninguém, assim como não quero bater em quem saiu e quem tem autoridade mais. Quem pode bater são poucos, são os que bateram quando ele era poderoso. Agora não adianta”.

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