Dave Richards prometeu entrar em contato com para se retratar e criticou a possibilidade de não haver álcool na Copa de 2022

A Premier League preferiu se distanciar das opiniões de Richards
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A Premier League preferiu se distanciar das opiniões de Richards
O presidente da Premier League, Dave Richards, pediu nesta quinta-feira desculpas pelos comentários feitos no dia anterior no Catar sobre a Fifa, organização que criticou por ter roubado o futebol (dos britânicos).

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Aos 69 anos, Richards admitiu o erro no tom das declarações e ressaltou que as opiniões são suas e não da organização que representa, o Campeonato Inglês, como informou nesta quinta-feira a rede pública britânica "BBC".

"Sinto muito por ter feito os comentários e qualquer reação negativa que possa ser interpretada em direção a Fifa e a Uefa. Entrarei em contato com eles e farei chegar minhas desculpas", revelou Richards.

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Em uma conferência em Doha na quarta-feira, o presidente da Premier League declarou que a "Inglaterra deu o futebol ao mundo" e que, "50 anos mais tarde, chegou uma tal de Fifa que, após nos chamar de mentirosos, o roubou".

Richards respondeu também em tom ofensivo aos que sugeriram que o futebol foi criado na China e rebateu que "começou em Sheffield há 150 anos".

"Criamos o jogo, escrevemos as regras e o levamos para todo o mundo. Os chineses podem dizer que é seu, mas realmente é dos britânicos, oferecemos o jogo ao mundo", acrescentou Richards.

A Premier League não demorou a distanciar-se dos comentários do presidente da entidade e declarar por meio de comunicado que "a opinião de Dave não reflete de nenhuma maneira a visão do Campeonato Inglês".

Richards convocou também o boicote à Copa do Mundo do Catar em 2022, a menos que se possa comprar cerveja livremente . No Catar, como em muitos países árabes, o consumo de álcool é muito restrito e é praticamente inexistente.

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"Em nosso país e na Alemanha temos a cultura de beber cerveja". "É nossa cultura tanto quanto a deles é não beber álcool. Tem de haver um meio termo", ponderou o inglês.

"Talvez fosse melhor dizer então que a gente não precisava ir, mas uma Copa do Mundo sem Inglaterra, Alemanha, Holanda, Dinamarca e os países escandinavos é impossível de imaginar", concluiu o presidente da Premier League.

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