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Presidente da Federação Croata é denunciado por homofobia

Vlatko Markovic declarou que que não aceita atletas homossexuais na equipe nacional de futebol, mas disse que foi mal interpretado. Associação quer levar caso à Uefa

EFE |

Várias associações que defendem os direitos dos homossexuais na Croácia denunciaram nesta quarta-feira o presidente da HNS (Federação Croata de Futebol, na sigla em croata), Vlatko Markovic, por suas declarações homofóbicas. Ele disse que não aceita homossexuais na equipe nacional de futebol.

"A postura das instituições competentes mundiais e nacionais é de que a homossexualidade não é uma doença. E a discriminação com base na orientação sexual pode ser punida, segundo as leis croatas. Por isso, apresentaremos uma denúncia contra o presidente da Federação", indicou o comunicado das associações de homossexuais.

"Denunciaremos o caso também para a Comissão Disciplinar da Uefa (União das Federações Européias de Futebol)", advertem na nota e ainda agregam que o estatuto da HNS prevê medidas de suspensão ou expulsão para qualquer tipo de discriminação.

Em entrevista no domingo passado ao jornal "Vecernji list", de Zagreb, Markovic declarou que enquanto ele ocupar o cargo de presidente da Federação, "de maneira nenhuma" um jogador que se declare homossexual jogará na seleção croata. "Felizmente, só pessoas saudáveis jogam futebol", disse Markovic.

Após o anúncio da denúncia, Markovic pediu desculpas nesta quarta-feira mediante um comunicado. Ele assegurou que suas palavras foram mal interpretadas pelo público. "Não foi minha intenção ofender ninguém. Não tenho absolutamente nada contra as minorias, menos ainda contra homossexuais", garantiu o dirigente.

Há três anos, a Uefa multou o ex-técnico croata Otto Baric em 3 mil euros (aproximadamente R$ 7 mil) por declarações homofóbicas. O treinador disse na época que não permitiria homossexuais em sua equipe.

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