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Estádio em más condições e quadro de policiais insuficiente deixa clube apreensivo

Waldir Dutra, chefe de segurança do Corinthians , enviou nesta terça-feira uma carta formal à Conmebol pedindo para que a entidade garanta melhores condições de segurança no estádio Manuel Murillo Toro, local da partida entre o time paulista e o Tolima, quarta-feira, pela fase pré-grupos da Libertadores, principal torneio promovido pela Conmebol.

Corintianos treinam no estádio de Ibagué. Ao fundo, parte do estádio em reforma
Bruno Winckler
Corintianos treinam no estádio de Ibagué. Ao fundo, parte do estádio em reforma

O estádio em Ibagué passa por reformas em um setor das arquibancadas e por isso há grande número de pedras e outros entulhos de construção que preocupam o Corinthians em caso de manifestações pouco pacíficas dos torcedores locais. "Mandei um e-mail para a Conmebol dizendo que estamos preocupadíssimos com essas condições e pedindo para que eles dêem um jeito de aumentar a segurança", disse Dutra.

Outra preocupação do Corinthians é com o policiamento local. Há pouco efetivo disponível para o horário da partida segundo Dutra. "Se acontece alguma coisa pode ser perigoso. Fizemos nossa parte e agora vamos ver se a Conmebol faz alguma coisa", disse Dutra.

De acordo com a prefeitura de Ibagué, serão mais de 500 guardas uniformizados que trabalharão no jogo desta quarta. O estádio tem 18 portas de entrada e saída de pessoas e com isso, para o prefeito de Ibagué, Jesus Maria Botero, não há motivos para preocupações por parte dos envolvidos no jogo.

"Já estive com o presidente do Corinthians (Andrés Sanchez), com o chefe da segurança (Dutra), e lhes garanti que não precisam de se preocupar com nada. É a primeira vez que eles vêm a Ibagué, mas já recebemos outros grandes times como o Independiente (da Argentina, pela Copa Sul-Americana de 2010) e nunca, nada saiu fora do que planejamos", disse Botero, que esteve no local de treinos do Corinthians nesta terça-feira.