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Premiação da Fifa tem defensores brasileiros e fatos inusitados

Além das Bolas de Ouro, entidade entregou mais seis prêmios. Discurso de Mourinho surpreendeu, enquanto turco fez cara de espanto

Francisco De Laurentiis, iG São Paulo |

A Fifa (Federação Internacional de Futebol e Associados) entregou nesta segunda-feira o prêmio de melhor jogador do mundo para o argentino Lionel Messi e o de melhor jogadora para a brasileira Marta. No entanto, a entidade distribuiu outros seis trofeus na cerimônia em Zurique, na Suíça. Entre os premiados, destaque para o discurso simples e modesto do melhor técnico do mundo, José Mourinho (aquele que se autodenominou como "iluminado"), e para a cara de espanto do turco Hamit Altintop ao ser anunciado vencedor do Prêmio Puskas de gol mais bonito do ano.

A premiação começou com o anúncio da seleção ideal de 2010 montada pela Fifa e pela FIFPro (Federação Internacional das Associações de Futebolistas Profissionais), com dois brasileiros no elenco. O holandês Marco van Basten, melhor do mundo em 1992, foi o responsável por escalar a seguinte formação: Iker Casillas (Real Madrid); Maicon (Internazionale), Gerard Piqué (Barcelona), Lúcio (Internazionale) e Carles Puyol (Barcelona); Andrés Iniesta (Barcelona), Xavi Hernández (Barcelona), Wesley Sneijder (Internazionale) e Cristiano Ronaldo (Real Madrid); Lionel Messi (Barcelona) e David Villa (Barcelona). Ao todo, seis jogadores do Barcelona, mais de metade do time.

Os brasileiros Maicon (lateral direito) e Lúcio (zagueiro) se destacaram na forte defesa da Inter de Milão campeã do Campeonato Italiano, da Copa da Itália e da Liga dos Campeões da Europa na temporada 2010/11. Pela equipe italiana, eles também conquistaram o Mundial de clubes da Fifa em dezembro de 2010, ao baterem os africanos do TP Mazembe na final.

Superação e novidade
Em seguida, a Fifa entregou o Prêmio Fair Play para a seleção feminina sub 17 de futebol do Haiti. As jogadoras se destacaram por manterem viva a paixão pelo futebol no país mais pobre da América, e um dos mais miseráveis do mundo. A tarefa ficou ainda mais difícil após o terremoto de janeiro de 2010, que devastou o país e deixou aproximadamente 200 mil mortos. Mostrando vontade de vencer, as jogadoras também tiveram que driblar a epidemia de cólera que assola o país para conquistar o prêmio.

AFP
Tutu, de 79 anos, brincou com o peso do trofeu
Uma das novidades do evento, o Prêmio Presidencial foi entregue pelo mandatário da Fifa, Joseph Blatter, para o bispo sul-africano Desmond Tutu. Símbolo da luta contra o apartheid na África do Sul, e também vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Tutu foi um dos principais apoiadores da realização da Copa do Mundo na África do Sul. Durante o evento, o bispo (sempre trajando a camisa amarela dos Bafana Bafana) fez a alegria dos sul-africanos com discursos divertidos e bem-humorados. Após a entrega do prêmio, ele repetiu a dose com piadas que divertiram o público em Zurique, e felicitou o continente africano pela realização de seu primeiro mundial de futebol.

Modesto Mourinho
O prêmio de melhor treinadora de futebol do mundo ficou com a alemã Silvia Neid, comandante da seleção de seu país. Mesmo não tendo vencido nenhum título importante em 2010 (já que não houve nenhuma grande competição), Neid desbancou a comandante da sub 20 alemã Maren Meinert (campeã da Copa do Mundo sub 20) e levou o trofeu. Tímida e meio sem jeito, ela fez um breve discurso de agradecimento para fugir rápido do palco.

No entanto, seus planos foram sabotados, já que ela teve que anunciar o vencedor do prêmio de melhor treinador do mundo. Rapidamente, abriu o envelope e declarou o português José Mourinho como o agraciado. Campeão do Italiano, da Copa da Itália e da Liga dos Campeões da Europa com a Inter de Milão, o atual técnico do Real Madrid, surpreendeu no discurso.

Famoso por sempre exaltar suas qualidades e se declarar um "iluminado", Mourinho foi sóbrio, pouco emotivo, elogiando seus concorrentes ao prêmio (o campeão da Copa do Mundo, Vicente Del Bosque, e o técnico do Barcelona, Josep Guardiola) e dizendo que sem a ajuda de seus jogadores e assistentes, não teria vencido o prêmio. Um raro momento de humildade do português.

nullTurco protagoniza momento mais engraçado
Pela cara que o turco Hamit Altintop fez ao ser anunciado como vencedor do Prêmio Puskas de melhor jogador do mundo, ele definitivamente não acreditava que iria levar o prêmio. O golaço do jogador do Bayern de Munique derrotou outros nove concorrentes de peso (incluindo um golaço do santista Neymar contra o Santo André, pelo Paulistão 2010). Ao ser chamado para receber o trofeu, Altintop franziu as sombrancelhas com cara de quem não estava acreditando que tinha vencido.

A graça não acabou por aí. Quem entregou o prêmio para o turco foi Andrey Sidelnikov, o goleiro que teve a infelicidade de levar o golaço, na partida entre Turquia e Cazaquistão, pelas eliminatórias da Eurocopa 2012. O arqueiro cazaque, bem-humorado, brincou que estava feliz por ter levado um golaço e sido lembrado na premiação. Rindo, Altintop agradeceu: "Talvez não tenha sido o mais importante, mas foi o gol mais bonito da minha carreira. Não é nada mal fazer um pouco de história dessa maneira", afirmou o turco.

Além de Neymar, Altintop bateu outros concorrentes de peso para levar o Prêmio Puskas, como o melhor do mundo Lionel Messi e o holandês Arjen Robben, autor de verdadeiras pinturas na campanha do Bayern de Munique na última Liga dos Campeões da Europa.

AFP
Altintop sorri ao receber o prêmio das mãos do arqueiro que levou seu golaço nas eliminatórias da Euro

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